Arthur Neto, que disputou o Senado, terminando o terceiro lugar com menos de 150 mil votos, afirmou que entende que "o lado de Bolsonaro é melhor" e "mais justo"
(Foto: Marcos Corrêa/PF)
O ex-prefeito de Manaus Arthur Neto (PSDB) declarou nesta segunda-feira apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em Brasília, em uma coletiva de imprensa ao lado de Bolsonaro, Arthur afirmou que entende que "o lado de Bolsonaro é melhor" e "mais justo".
Arthur Neto, que disputou o Senado, terminando em terceiro lugar com menos de 150 mil votos, reconheceu que em outras eleições apoiou o ex-presidente Lula (PT) porque segundo ele, o petista era o mais preparado.
No entanto, nesta eleição, para Arthur, Bolsonaro é o mais indicado. O tucano contou que o fato determinante para a declarar voto em Bolsonaro foi o fato de Lula ter se colocado contra a privatização da Petrobras no debate realizado neste domingo pela Band.
“Ontem, no debate, Lula disse algo que para mim foi mortal. Ele não quer a transformação desse país quando ele diz que é contra a privatização da Petrobras. Alguém que diz uma coisa dessa em um país que é capitalista – não adianta a gente brincar de esquerdista agora – é porque está ou, na boa fé, errando e sendo pouco inteligente, ou, na má fé, dizendo: ‘como é que eu vou privatizar a Petrobras se ela é uma fonte de lucro para quem porventura seja corrupto”, disse o tucano.
Arthur lembrou que já teve rusgas com o presidente Bolsonaro e já teve "guerras nucleares" com Lula.
“Eu entendo que aqui é melhor. É o que passa pela minha cabeça depois de muita meditação. Já tive rusgas com o presidente e já tive guerras nucleares com o ex-presidente Lula, mas nenhuma dessas rusgas pesam para mim na hora da decisão. Pesa para mim saber o que se faz”, disse Arthur Neto.
Durante a reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020, no auge da primeira onda de covid-19 em Manaus, o presidente Bolsonaro chamou Arthur de “prefeito de bosta de Manaus” por ter aberto covas coletivas para o enterro de vítimas da covid.
O vídeo revelado na época por decisão do então ministro aposentado Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal (STF) integra o inquérito que investiga suposta interferência do presidente da República na Polícia Federal, após denúncias do ex-ministro da Justiça e atual senador eleito pelo Paraná, Sérgio Moro (Podemos).
Quando Bolsonaro decretou a redução do IPI comprometendo a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) Arthur Neto reagiu e concluiu que a redução do imposto no restante do país iria "levar o Amazonas à miséria''.
“Eu faço um apelo aos bolsonaristas do Amazonas no sentido de que peçam ao presidente para que reveja sua posição. É hora de mostrarem o seu valor e o seu peso. Não podemos ficar agora nos dividindo em pró e contra Bolsonaro. Temos que mostrar em conjunto, que estão levando o Amazonas para a miséria, para a fome, para a destruição de patrimônios, para uma situação extremamente grave", disse o ex-prefeito.