Além de substituir o chefe do Executivo, a vaga de vice é estratégica para compor alianças e ampliar o eleitorado nas urnas.
(Foto: Junio Matos/Arquivo AC)
A composição da chapa com o candidato a vice-governador é uma das etapas mais estratégicas da disputa pelo governo estadual. Além de assumir a gestão em eventuais faltas, impedimentos ou renúncia do titular, o ocupante do posto desempenha funções determinantes na construção de apoios partidários e no alcance eleitoral da candidatura.
Durante a corrida eleitoral, a indicação do vice influencia diretamente na soma de tempo de propaganda em rádio e televisão, no direcionamento de recursos de campanha e na diversificação do perfil de eleitores que a chapa busca alcançar. Estratégias frequentes evitam composições formadas apenas por um único partido e buscam equilibrar a chapa com perfis complementares de gênero, idade ou representação política.
No plano institucional, o vice-governador assume integralmente as atribuições e poderes do chefe do Executivo quando chamado a substituí-lo, mesmo que temporariamente. Na cabine de votação, o voto computado para o candidato a governador é automaticamente atribuído ao seu respectivo vice, reforçando a relevância da análise conjunta dos nomes apresentados.
No quadro de candidaturas registradas para a disputa pelo Governo do Amazonas, figuram na vaga de vice: Alessandra Campêlo (PSDB), Coronel Aníbal (PL), Dr. Achadia (Avante), Juliana Frota (PSTU), Léo Balbi (PSOL), Professor Igor Oliveira (Mobiliza) e Serafim Corrêa (PSB).