EDUCAÇÃO

Em busca de diálogo com Governo, Sinteam quer reajuste salarial de 25% para trabalhadores

Grupo realizou manifestação em frente a Sede do Governo e coloca a greve como o “último recurso”

Jefferson Ramos
27/04/2023 às 18:51.
Atualizado em 27/04/2023 às 18:51

Trabalhadores da educação reivindicam reajuste de 25% (Foto: Jeiza Russo / A Crítica)

Em aceno ao governo do Amazonas, durante manifestação na frente da sede do governo, nesta quinta-feira (27), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) disse que quer negociar o reajuste salarial de 25%. A classe dos professores coloca a greve como o “último recurso”.

“Estamos abertos a negociações. O governo falou que dialogava. Dependemos de uma contraproposta com o governo para entendermos o que ele está oferecendo”, disse o vice-presidente do Sinteam, professor Cleber Pereira.

A expectativa era que um representante do governo participasse de uma reunião no Ministério Público do Trabalho para debater a recomposição salarial com o Sinteam, mas o governo não compareceu à reunião, conforme o próprio sindicato.

O vice-presidente do Sinteam afirmou que vai manter o indicativo de greve diante da falta de uma contraproposta do governo estadual.

Na prática, o indicativo é apenas a intenção do sindicato de iniciar a greve que precisa ser aprovada em assembleia. 

“Vamos manter o indicativo de greve porque ainda estamos na mesa de negociação. Juridicamente falando, se você tem uma negociação ocorrendo e deflagra a greve, ela se torna automaticamente ilegal”, explicou Cleber.

Cerca de mil professores se reuniram na tarde desta quinta-feira na sede do governo do Amazonas, no bairro Compensa. 

O Sinteam avalia que neste momento apesar da negativa do governo de sentar na mesa de negociação a greve é o último recurso, mas não descarta deflagrar  greve geral.

Grupo realizou manifestação em frente a sede do Governo do Estado

“É o governo que tem que nos dizer, por exemplo, se teve baixa de arrecadação ou não. No mínimo queremos o reajuste inflacionário dos anos atrasados para poder recompor o nosso poder de compra”, explica o sindicalista.

A classe explica que nos 25% de reajuste está contemplado os reajustes atrasados de 2020 e 2021, as data bases de 2022 e 2023 e o ganho real diante da inflação do período.

Uma linha de diálogo com a Casa Civil chegou a ser aberta por intermédio da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), mas de acordo com os professores, o governo não sinalizou com uma proposta.
 

“A greve ocorre com o aumento da participação da categoria. Hoje temos mais de mil pessoas na rua. Isso é uma sinalização. Não é o suficiente para fazer uma greve. Mas a classe pode se indignar com a falta de resposta e pode acontecer a deflagração da greve”, alertou Pereira.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Comunicação e de Educação (Seduc) e questionou o motivo de o governo não encaminhar um representante para a reunião no Ministério Público do Trabalho e se o governo teria uma contraproposta, mas até a publicação desta matéria não houve resposta.
No dia 6 deste mês, o governador Wilson Lima declarou que tinha disposição em negociar com os professores, mas que não ia aceitar pressão deles. 

“Aqui nós somos um governo do diálogo, nós não aceitamos pressão. Aqui, a gente tem que sentar à mesa e tem que conversar. É assim que a gente caminha aqui no governo do Estado do Amazonas”, disse na época ao site Estado Político.

Wilson colocou como entrave ao reajuste no patamar solicitado a uma “crise econômica" pela qual o país passa.

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