Grupo realizou manifestação em frente a Sede do Governo e coloca a greve como o “último recurso”
Trabalhadores da educação reivindicam reajuste de 25% (Foto: Jeiza Russo / A Crítica)
Em aceno ao governo do Amazonas, durante manifestação na frente da sede do governo, nesta quinta-feira (27), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) disse que quer negociar o reajuste salarial de 25%. A classe dos professores coloca a greve como o “último recurso”.
A expectativa era que um representante do governo participasse de uma reunião no Ministério Público do Trabalho para debater a recomposição salarial com o Sinteam, mas o governo não compareceu à reunião, conforme o próprio sindicato.
O vice-presidente do Sinteam afirmou que vai manter o indicativo de greve diante da falta de uma contraproposta do governo estadual.
Na prática, o indicativo é apenas a intenção do sindicato de iniciar a greve que precisa ser aprovada em assembleia.
Cerca de mil professores se reuniram na tarde desta quinta-feira na sede do governo do Amazonas, no bairro Compensa.
O Sinteam avalia que neste momento apesar da negativa do governo de sentar na mesa de negociação a greve é o último recurso, mas não descarta deflagrar greve geral.
Grupo realizou manifestação em frente a sede do Governo do Estado
“É o governo que tem que nos dizer, por exemplo, se teve baixa de arrecadação ou não. No mínimo queremos o reajuste inflacionário dos anos atrasados para poder recompor o nosso poder de compra”, explica o sindicalista.
A classe explica que nos 25% de reajuste está contemplado os reajustes atrasados de 2020 e 2021, as data bases de 2022 e 2023 e o ganho real diante da inflação do período.
Uma linha de diálogo com a Casa Civil chegou a ser aberta por intermédio da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), mas de acordo com os professores, o governo não sinalizou com uma proposta.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Comunicação e de Educação (Seduc) e questionou o motivo de o governo não encaminhar um representante para a reunião no Ministério Público do Trabalho e se o governo teria uma contraproposta, mas até a publicação desta matéria não houve resposta.
No dia 6 deste mês, o governador Wilson Lima declarou que tinha disposição em negociar com os professores, mas que não ia aceitar pressão deles.
Wilson colocou como entrave ao reajuste no patamar solicitado a uma “crise econômica" pela qual o país passa.