Ministro Waldez Góes afirma que logística de alimentos, água e remédios será antecipada diante da previsão de um super El Niño e alerta para risco de queimadas e novas crises ambientais na região
Walden Góes, ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (Foto: Diego Campos - Secom/PR)
A estiagem na Amazônia é um dos principais desafios do governo federal diante da previsão de um super El Niño para o segundo semestre de 2026. Este foi o prognóstico apresentado pelo ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, no programa “Bom dia, ministro”, na manhã desta quinta-feira (18).
O ministro ressaltou que a redução drástica do volume dos rios dificulta ou impossibilita o transporte de pessoas e mercadorias. O ministro ressalta que, em comunidades isoladas, o atendimento com alimentos, água e remédios muitas vezes só pode ser feito via transporte aéreo e helicópteros das Forças Armadas.
“A estiagem na Amazônia é muito desafiadora. Tem municípios no Amazonas que no tempo normal o prefeito e o cidadão deste município leva uma semana para ir a Manaus e uma semana para voltar de barco, porque só vai de barco. Você imagina com estiagem que nem de barco chega. Você só chega com alimento, com remédio, com água através de helicópteros, de transporte aéreo", afirmou Waldez Góes.
Segundo o ministro, uma das diretrizes do governo federal é a antecipação do envio de suprimentos para as comunidades antes que o isolamento total aconteça, já que, após os rios baixarem, o custo logístico torna-se muito mais elevado e o processo mais demorado. Waldez Góes afirmou que o planejamento dá foco especial ao atendimento de comunidades indígenas e extrativistas, que são as mais vulneráveis aos efeitos da estiagem severa na região.
“No caso de medicamento, alimentação e água, a gente trabalha para se antecipar Então, é importante a gente chegar com determinados produtos até mesmo antes de ter o isolamento porque depois do isolamento acontecer o custo é mais caro e é mais demorado chegar com esse tipo de apoio”, declarou.
O ministro destacou o uso das Forças Armadas para as operações na região. “Na Amazônia, nós temos que atuar muito utilizando a empregabilidade de tudo que as Forças Armadas podem disponibilizar”, disse.
Waldez Góes também destacou que o clima seco aumenta a incidência de incêndios florestais na região. O ministro mencionou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já assinou uma medida provisória destinando recursos específicos para o ICMBio e o IBAMA se prepararem para o enfrentamento das queimadas, que inclusive já comprometeram a qualidade do ar em cidades como Manaus no passado.
“O Amazonas não sofreu só estiagem. O Amazonas sofreu também muitos incêndios florestais. Se depositou muita fumaça em cima de Manaus. É o reflexo dessas queimadas que aconteceram fora de Manaus e o ar acabou sendo comprometido na na região onde as pessoas moram”, lembrou.
Segundo o ministro, em Brasília, existe uma sala de situação coordenada pela Casa Civil com 20 ministérios mobilizados para monitorar e executar planos de resposta que incluem ações de ajuda humanitária e reconhecimento de situações de emergência para garantir o fluxo de recursos para estados e municípios.
Além disso, Waldez Góes destacou que o Ministério dos Povos Indígenas e outros órgãos da sala de situação mantêm comunicação direta com as comunidades tradicionais e lideranças para coordenar os planos de contingência na região.