Em entrevista ao podcast As Amazonas, do Studio C, o candidato ao Senado Luiz Castro (PDT) criticou o que chamou de “acomodação” políticos e da elite econômica com a falta de alternativas para a Zona Franca de Manaus
(Foto: Reprodução)
Em entrevista ao podcast As Amazonas, do Studio C, o candidato ao Senado Luiz Castro (PDT) criticou o que chamou de “acomodação” políticos e da elite econômica com a falta de alternativas para a Zona Franca de Manaus, recentemente ameaçada por decretos federais de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no país. O ex-deputado é o terceiro convidado da série de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo Amazonas. Os episódios completos estão disponíveis nos perfis de A Crítica no YouTube e Facebook. A apresentação é das jornalistas Aruana Brianezi, Daniela Assayag e Liege Albuquerque.
“Outro grave erro é a acomodação de grande parte da nossa elite econômica e política com o modelo Zona Franca. Ou seja, parece que é uma vaquinha, vamos tirar o leite da vaquinha e não vamos criar nada de novo. Houve uma acomodação muito grande em não buscar alternativas”, criticou o postulante ao Senado. Para ele, o Polo Industrial é importante, mas não o suficiente para a economia do Estado.
Candidatura
Luiz Castro foi indagado sobre qual estrutura de campanha o PDT lhe forneceu, a considerar que a sigla está isolada nas eleições deste ano, o que afeta, dentre outras questões, tempo de rádio e TV, e fundo partidário. Sobre isso, o candidato preferiu ressaltar que está em uma posição mais confortável do que em 2018, quando concorreu à mesma vaga, mas não obteve o número mínimo de votos para ser eleito.
“Nas últimas eleições, tive condições ainda mais limitadas. Eu agora tenho 21 segundos, eu tinha 18. Tive R$ 80 mil do meu antigo partido [Rede] para fazer uma campanha ao Senado. Agora tenho condições melhores. Por exemplo, posso fretar aviões para ir ao interior, definir meu próprio material de campanha, ter algumas equipes e, portanto, ter uma empresa muito maior no interior, onde perdi aquela eleição”, disse.
O candidato também foi questionado sobre o porquê de escolher concorrer ao Senado ao invés de deputado federal. A pergunta se refere ao fato de ex-deputados estaduais como ele terem por ‘caminho natural’ a busca por uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
“Na verdade, o meu itinerário político, existencial, de trajetória pública, me permitiu um acúmulo de experiências, de conhecimentos que não posso jogar fora. Não posso deixar de dizer, sem demérito dos demais candidatos ao Senado, que me sinto mais preparado do que eles, não só do ponto de vista da defesa do Estado do que hoje representa a Amazônia e o
Amazonas para o mundo, mas também do ponto de vista ético”, respondeu ele.
Economia
O candidato defendeu também a criação de um Fundo que beneficiasse os estados da região por meio de um investimento em desenvolvimento. “Uma das primeiras coisas é trabalhar para que a Lei de Serviços Ambientais, que já existe, se torne efetiva, criando um fundo de serviços ambientais, aí não seria só para o Amazonas, mas para a Amazônia”.
Luiz Castro ressaltou também a exploração de minério no Amazonas “sem precisar entrar em terra indígena”. Além disso, pontuou um posicionamento favorável ao desenvolvimento sustentável, com expansão do setor primário no Estado, ressaltando que tem diálogo com o setor agropecuário, a agricultura familiar e o meio ambiente.
Outros pontos
O candidato criticou ainda a corrupção na gestão pública, citando casos de pagamento de propina por empresários a políticos. “Eu não sou contra os empresários, mas sou contra os carrapatos que sugam o dinheiro do poder público. Sou a favor do livre mercado, de que os empresários concorram em licitações justas, que não tenham que pagar propina para liberar o seu recurso”, disse ele.
Crítico de penduricalhos a parlamentares, o pedetista afirmou também que se eleito senador irá abrir mão de parte das benesses concedidas aos ocupantes do cargo, como o plano de saúde especial dos senadores. Porém, ressaltou que não irá abdicar do auxílio para transporte. “um senador do Amazonas, do Pará, do Mato Grosso, não pode abdicar dos gastos de transporte, para ele poder ir para o interior, visitar, interagir”.
Confira a entrevista completa na íntegra: