Na Câmara, sessões foram compensadas, enquanto ALE simplesmente suspendeu funcionamento e deverá compensar posteriormente
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A menos de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) suspenderam suas atividades presenciais. Pelo menos 23 vereadores da capital são candidatos a algum cargo político, enquanto quase todos os deputados estaduais disputam a reeleição, exceto Alessandra Campêlo (PSD), candidata a vice-governadora, Joana Darc (União), que concorre a deputada federal, e Dra. Mayara Pinheiro (Republicanos), que não concorrerá neste ano.
Ao longo do mês de setembro, a Câmara Municipal realizou sessões extraordinárias compensatórias às sessões normais que ocorreriam nesta semana. A primeira foi no dia 14 de setembro, compensatória à sessão marcada para 30 de setembro. A segunda ocorreu em 21 de setembro, compensatória à sessão desta terça-feira (29). Já a última ocorreu em 23 de setembro, na última quarta-feira, sendo compensatória à sessão dessa segunda-feira, 28 de setembro.
Já a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas não chegou a realizar sessões extraordinárias compensatórias, nem mesmo adiantou as sessões previstas para esta semana. Segundo o calendário, foram realizadas as três sessões semanais ao longo de setembro, com sessões duplas ocorridas nos dias 1º, 8, 16 e 22 de setembro. No entanto, todas cumpriram o calendário normal previsto para o mês, não compensando as sessões que deveriam ocorrer nos dias 29 e 30 de setembro e 1º de outubro.
A reportagem procurou a assessoria do deputado Adjuto Afonso (União), presidente da ALE-AM, que confirmou que as sessões retornarão somente na próxima semana, após o primeiro turno no domingo (4). A reportagem questionou se haverá sessões compensatória para essa semana e aguarda resposta.
A falta de compensação é apenas mais uma das questões envolvendo as sessões legislativas da ALE. Em fevereiro de 2025, a casa aprovou uma flexibilização na realização das sessões, retirando a obrigatoriedade de realiza-las durante três dias da semana, tradicionalmente às terças, quartas e quintas.
Então presidente da Assembleia, Roberto Cidade (União) minimizou as críticas na época, argumentando que a mudança não reduziria a jornada de trabalho do legislativo e que a intenção dos parlamentares era “trabalhar mais”.