Situação envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça escalaram na última semana, com afastamento de diretor da PF nesta terça
(Foto: Nilton Ricardo/ A Crítica)
O senador Omar Aziz defendeu o aprofundamento das investigações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio à crise que atinge a instituição envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Para o parlamentar, candidato ao governo do Amazonas, ninguém está acima da lei, “seja quem está no Supremo ou na Presidência da República”.
O parlamentar também classificou como preocupante a situação atual do STF, o qual deveria “estar acima de qualquer suspeita”, mas lembrou que, até o momento, nem todos os fatos são de conhecimento público, “porque saem coisas pontuais”. Questionado se ambos os ministros poderiam ser investigados, Omar Aziz afirmou que “já estão sendo”, lembrando do afastamento do diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, nesta terça-feira (8).
A fala ocorreu pouco antes da entrevista do senador à arena do Alozão, espaço do programa Alô Cidade que entrevista os candidatos ao governo do estado ao longo da semana. Omar Aziz foi o segundo da série de entrevistas após Isael Munduruku (Rede), que esteve presente nessa segunda-feira (7).
Questionado pelo apresentador Amaral Augusto sobre a BR-319, da qual retornou após uma viagem até o município de Humaitá, Omar Aziz afirmou que há seis frentes de obras na rodovia, com mais de R$ 780 milhões sendo investidos na estrada até o final do ano.
O candidato lembrou que o avanço das obras só foi possível graças a uma emenda do senador Eduardo Braga (MDB) na nova lei do licenciamento ambiental, a qual prevê que estradas que já foram asfaltadas podem ter novas obras sem a necessidade de um novo licenciamento do zero.
“Nós tínhamos problemas com a ministra Marina Silva. Ela criou uma narrativa contra a BR-319 e muita gente comprou essa narrativa contra a gente, nos prejudicando. Mas, graças a Deus, a gente conseguiu esse objetivo de fazer a BR-319 e ela vai sair. Não vai sair até o final do ano, vai demorar uns três anos para ser concluída. E eu no governo, as coisas ficam mais fáceis pelas interlocuções e os contatos que nós temos”, disse.
O candidato também foi questionado por membros da plateia, formada principalmente por universitários. Perguntado sobre a questão da segurança pública, Omar Aziz prometeu que, se eleito, até maio de 2027 chamará mil policiais que prestaram concurso público e não foram convocados e, até junho, chamar os policiais civis e delegados.
“Nós iremos fazer um concurso para 5 mil policiais, tanto militares como civis. Hoje as delegacias estão fechando 17h. Uma delegacia que não funciona 24 horas não serve. Tem duas atividades-fim do governo que não podem parar um dia no ano: saúde e segurança pública. Quando fui governador, a gente implantou o Ronda no Bairro, eu venho com um programa 10 vezes melhor pela experiência que eu tenho. Fui secretário de segurança, conheço muito bem a segurança pública”, frisou.
Questionado pelo estudante de direito Sandro Gabriel sobre quais soluções adotaria para resolver os problemas estruturais da Saúde no Amazonas, Omar Aziz prometeu “reduzir drasticamente a fila do Sisreg” nos 100 primeiros dias de governo, apontando que hoje há mais de 150 mil pessoas na fila “tentando fazer um exame laboratorial e não conseguem”.
“Sabe quantos exames estão estancados hoje na fila do Sisreg? 1,27 milhão de exames, porque às vezes uma pessoa tem que fazer quatro ou cinco tipos de exame e ela não consegue fazer. E a gente vai fazer, nos 100 primeiros dias, parcerias com clínicas privadas, hospitais privados, para reduzir essa fila”, disse.
Para desafogar a estrutura da saúde atual, o candidato defendeu a construção de três maternidades na cidade de Manaus, “voltar a tomar conta da urgência e emergência, construir novos hospitais-modelo aqui”. Um dos projetos de Omar Aziz é a construção de uma unidade da rede Sarah Kubitschek no Amazonas, rede sem fins lucrativos especializada no atendimento de vítimas de politraumatismo e reabilitação de pessoas com problemas de locomoção.
O candidato criticou a falta de investimentos na área da saúde, apontando que o problema não seria falta de verbas, já que o estado arrecadou R$ 245 bilhões nos últimos anos, enquanto em sua gestão investiu em diversas áreas com R$ 49 bilhões.