Nova direção

PCdoB quer ampliar militância nas universidades privadas

Novo presidente da sigla, Yann Evanovick, disse que essa é uma das estratégias de seu mandato para ampliar a base social da legenda no Amazonas

Emile de Souza
27/09/2025 às 09:57.
Atualizado em 27/09/2025 às 10:01

Yann Evanovick  foi eleito no último sábado (20/9) para presidir o diretório do PCdoB no Amazonas (Foto: A CRÍTICA)

Eleito há uma semana para a presidência do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Amazonas, Yann Evanovick disse que quer aproximar o partido das lutas populares. O historiador afirmou ao A CRÍTICA que sua atuação na liderança do partido seguirá os passos da sua construção política no Estado como militante das causas estudantis, educação básica e dos trabalhadores.

“A principal marca que quero deixar à frente do PCdoB é exatamente a marca do diálogo, de caminhos que fortaleçam as agendas populares, o campo do presidente Lula. E se nós pudermos também, ampliar a representação do presidente Lula nas assembleias legislativas e garantir uma expressiva votação para a presidência da república e ajudar a eleger o próximo governador do Amazonas, seria muito bom”, disse Evanovick.

Evanovick destacou sua atuação no campo da educação e nas universidades, que foi como cresceu na carreira política. Ele disse que será uma prioridade.

“Nós sempre tivemos uma grande presença nas universidades e queremos seguir ampliando isso. Assim como na educação básica, seja junto aos estudantes, seja junto aos professores, aos trabalhadores em educação, e nós queremos seguir ampliando”, disse.

Ele afirmou que essa aproximação será feita com a reconstrução dos coletivos que atuam fortemente nessas causas. “Para isso, eu estou propondo uma medida organizativa, que é exatamente a reconstrução dos nossos coletivos de base da educação, da educação básica, assim como fortalecer o nosso comitê universitário, que atua junto às nossas universidades, tanto a nossa Universidade do Estado do Amazonas (UEA), quanto a nossa Universidade Federal (UFAM), o Instituto Federal e as nossas universidades particulares, que é onde nós também procuramos ter atuação”, ressaltou.

Segundo ele, a atuação dentro das universidades particulares também é uma estratégia de atingir um público ainda maior e criar esse vínculo nas lutas dos trabalhadores e da educação.

Na universidades

“Hoje, as maiores ofertantes de vagas da educação superior são as universidades particulares. Inclusive, é uma forma do PCdoB diversificar a situação. Nós temos presença nas instituições públicas de ensino, mas também temos presença nas instituições de ensino particular. E formar, para nós, é fundamental, seja formar junto à juventude, mas como formar no cotidiano, os trabalhadores, formar os comunitários, porque o ato da formação é teórico, mas ele também é o ato de participação”, informou Yann.

O dirigente também defendeu a importância de ampliar o debate político para além das pautas tradicionais, com temas atuais como as mudanças climáticas fortemente sentidas na Amazônia, novas profissões e características mais atuais da população.

“Nós precisamos falar dos trabalhadores que atuam nos aplicativos, nós precisamos falar das novas profissões que estão surgindo, nós precisamos falar de pautas que são super atuais, como mudanças climáticas, como o processo de envelhecimento da população, portanto, a população brasileira passa a viver mais, então nós temos que ter uma agenda voltada à questão voltada aos animais.Não só domésticos, mas os animais silvestres porque nós estamos numa região onde nós precisamos cuidar tanto da nossa fauna quanto da nossa flora, mas também da soberania alimentar, da soberania do nosso território, da Amazônia”.

Eleições 2026

Yann Evanovick lembrou que para o cenário político de 2026, o partido ainda se reunirá com a federação para definir nomes.

“O PCdoB, o PT e o PV hoje compõem uma federação. E esse debate de presidente, governador e senador, ele vai ser debatido todo no âmbito nacional. É óbvio que os partidos dos estados vão procurar apresentar essas opiniões até para poder incidir nos tipos de compromissos que se quer desses candidatos tanto à presidência, quanto ao governo, quanto ao Senado”, disse.

O presidente do PCdoB ressaltou, ainda, que tem uma grande admiração pelo senador do Amazonas, Omar Aziz, que tem seu nome cotado para ser candidato a governador do estado.

“O senador Omar é um grande amigo do PCdoB, inclusive esteve participando da abertura da nossa conferência estadual. É alguém que tem demonstrado reunir as condições de liderar uma frente ampla. O partido é signatário da concepção de frente ampla, portanto, uma frente que junta vários campos políticos em torno de uma agenda programática”, afirmou.

Ele destacou que Omar tem características de um líder político do estado e que tem trabalhado em pautas relevantes dentro do Senado Federal.

“Pessoalmente, tenho grande simpatia pelo senador Omar. Veja, dá orgulho de ver o comportamento do senador Omar no Senado, diante dessa votação da PEC da blindagem, quando ele cumpriu o papel destacado para colocar fim a esse absurdo da PEC da blindagem. E agora, o Omar é o líder do PSD no Senado, quando ele lidera a votação que assegura que a população que ganha até 5 mil reais, não terá que pagar pelo seu imposto de renda”, informou o presidente estadual do PCdoB.
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