Decisão atende à ação movida por organização ambiental e suspende realização de pregões por 70 dias
(Foto: Divulgação)
Políticos amazonenses demonstraram repúdio à decisão da Justiça Federal que suspendeu os editais para contratação de empresas que realizariam a repavimentação da BR-319, especificamente no trecho do meio. Os pregões, que aconteceriam nesta semana, ficarão suspensos por 70 dias, de acordo com a sentença assinada pela juíza Mara Elisa Andrade.
Em suas redes sociais, o senador Omar Aziz (PSD), coordenador da bancada federal amazonense, afirmou que a rodovia é vital para a conexão do Amazonas e para o desenvolvimento da região e “mais uma vez o progresso é adiado, impactando diretamente a vida dos amazonenses”.
O senador Eduardo Braga (MDB), que vinha se emprenhando ativamente nas últimas semanas em torno da ponte sobre o rio Autaz Mirim na rodovia, escreveu que mais uma vez “algumas ONGs se colocam contra a BR-319 e contra o próprio povo amazonense” e em vez de ajudar a encontrar soluções, preferem manter o Amazonas no isolamento.
Em nota à imprensa, o deputado federal Amom Mandel (Republicanos) avaliou que a decisão da Justiça Federal confirma o que vinha alertando desde o anúncio da obra pelo governo federal e que a sentença “é a comprovação da irresponsabilidade e do mau caratismo dos políticos locais com a população”.
O ex-governador Wilson Lima (União) também se manifestou contra a decisão e chamou a situação de revoltante. Em seu perfil, o pré-candidato ao Senado escreveu que o Amazonas “não precisa de lição de ONG nenhuma sobre preservação, a gente é que pode ensinar a mundo como cuidar da floresta”.
Ainda antes da decisão ser publicada, o deputado federal Adail Filho (MDB) publicou um vídeo afirmando ser preocupante a tentativa de barrar as obras na BR-319. O parlamentar disse que respeita o debate ambiental, o classificando como legítimo e necessário, mas que não concorda com uma decisão que isole o Amazonas.
Já o deputado Capitão Alberto Neto (PL) afirmou que a decisão judicial era mais um capítulo contra o desenvolvimento do Amazonas e repudiou o fato em discurso na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28), além de acusar o Observatório do Clima de ser ligado à ex-ministra Marina Silva (Rede).
“A suspensão das obras da BR-319 mostra o que a gente já sabe: enquanto discutem daqui de longe, quem vive aqui continua isolado. Falam em impacto ambiental, mas ignoram o impacto social. O povo do Amazonas não pode continuar sem o direito básico de ir e vir. A BR-319 não é luxo. É necessidade”, pontuou.