Segundo o coronel Américo Gaia, a maioria dos estados demora para abastecer bases de dados nacionais de segurança pública e que isso pode prejudicar o repasse de recursos
Coronel Américo Gaia participa de Seminário de Segurança Inovadora, em Manaus (Foto: Divulgação)
O secretário de Segurança Pública do Acre, coronel Américo Gaia, afirmou durante o 1º Seminário de Segurança Inovadora, realizado no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) que a maioria dos estados demora para abastecer bases de dados nacionais de segurança pública e que isso pode prejudicar o repasse de recursos.
Américo relatou que o Estado do Acre tem feito a alimentação do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Ele culpou os próprios estados pela demora na alimentação das plataformas federais de segurança pública.
No caso do Amazonas, o estado ainda não encaminhou informações deste ano sobre gastos por preso à plataforma do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O Depen reúne informações dos estados a respeito do custo médio por preso até junho deste ano.
O comandante da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Aurélio Pelozato, primeiro estado a instalar câmeras no uniforme da polícia, disse que a medida foi pensada para resguardar a atuação do policial perante alegação infundada de violência.
Segundo ele, atualmente o programa passa por uma atualização tecnológica com troca dos equipamentos por novos, mas ele ressalta que a ideia não é acabar com o programa.
A respeito da letalidade policial, contrariando levantamentos locais, que dão conta que letalidade policial caiu, ele declara que não teve impacto, uma vez que a polícia ainda tem confronto com criminosos.
O prefeito da cidade gaúcha de Lajeado, com quase 100 mil habitantes, Marcelo Caumo, defendeu que os municípios devem assumir as suas responsabilidades na segurança pública. Em sua palestra a respeito do programa ‘Lajeado pela Paz’, o prefeito afirmou que a prefeitura conseguiu diminuir índices de crimes com prevenção e combate a pequenos crimes.
Na visão do prefeito gaúcho, a principal colaboração que os municípios podem dar na segurança pública é o combate aos pequenos crimes. Conforme ele, o município conseguiu diminuir, por exemplo, o número de homicídios de 17 para 7 neste ano sem ter uma guarda municipal armada, como Manaus.
Sem a guarda municipal, cuja criação é analisada no Legislativo municipal, a prefeitura usa funcionários de diversas secretarias e agentes de trânsito e realiza operações integradas para fiscalizar estabelecimentos e diferentes áreas da cidade.