Capitão Carpê e Coronel Rosses afirmam que policiais custodiados correm riscos na nova unidade prisional.
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Eleitos com a bandeira da segurança pública, os vereadores Capitão Carpê (PL) e Coronel Rosses (PL) criticaram a transferência de policiais militares presos por crimes como homicídio, estupro, extorsão e sequestro para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Amazonas (UPPM-AM).
A operação, realizada na terça-feira, transferiu 71 custodiados por recomendação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), após o órgão apontar “falhas graves” no antigo modelo de custódia. Durante inspeções na unidade anterior, foram encontrados televisores, bebidas alcoólicas e até pizzas solicitadas por aplicativo.
Ao lado do parlamentar, o vereador Coronel Rosses afirmou que ambos devem atuar politicamente em defesa dos policiais militares custodiados.
Os vereadores avaliam que a transferência dos policiais para a nova unidade representa risco à integridade dos custodiados. A UPPM-AM funciona no antigo prédio do Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.
Capitão Carpê também criticou a forma como a operação foi conduzida e afirmou que os próprios policiais envolvidos na transferência foram expostos a uma situação delicada. A ação foi marcada por tensão e confusão entre familiares que tentaram impedir a remoção dos presos.
O artigo 295 do Código de Processo Penal (CPP) prevê prisão especial antes da condenação definitiva para determinadas autoridades e agentes públicos, incluindo oficiais das Forças Armadas e militares estaduais.