O espetáculo do boi mirim laranja e branco tornou-se um convite ao público a refletir sobre a importância de conhecer, preservar e transmitir a cultura local.
(Foto: Daniel Brandão)
Encerrando a terceira noite de apresentações do 59ª Festividades Folclóricas de Quadrilhas, Danças e Bois Mirins, o boi-bumbá mirim Tupi levou ao Anfiteatr Sila Marçal, em Parintins, o espetáculo “Raízes do Meu Lugar”. Em uma noite carregada de emoção e surpresas, o boi mirim celebrou a história, os saberes e as origens que ajudaram a construir a cultura parintinense e a paixão pelo boi-bumbá.
Foto: Daniel Brandão
O espetáculo do boi mirim laranja e branco tornou-se um convite ao público a refletir sobre a importância de conhecer, preservar e transmitir a cultura local. O Tupi apresentou as crianças como guardiãs das tradições e representantes do futuro, evidenciando como a arte, a convivência com a floresta, os rios, os sons da Amazônia e o universo do boi-bumbá ajudam a construir a identidade cultural das novas gerações.
Para Suzyanny Evangelista, presidente do Tupi, apesar de todos os obstáculos que a agremiação enfrentou, o Tupi apresentou um espetáculo grandioso e que emocionou o público presente no Anfiteatro Sila Marçal.
“Eu avalio como positiva a nossa apresentação. Mesmo muitas dificuldades que nós passamos, que não deveriam ter acontecido, não tivemos galpão, destruíram as nossas alegorias, atrasou algumas coisas, mas nós conseguimos trazer as crianças para participar desse festival. Estamos confiantes que levaremos o título de volta para casa”, salientou a presidente.
Em seu segundo ano como item no Festival dos Bois Mirins, Vitória Siderval, porta-estandarte do boi Tupi, destacou estar muito orgulhosa com o que foi apresentado na arena.
(Foto: Daniel Brandão)
“Eu sou muito orgulhosa de estar carregando o item 5, porta-estandarte do boi mirim Tupi. Fico muito feliz e agradeço a todos que estiveram aqui e que aplaudiram a apresentação do nosso boizinho”, destacou.
Sobre a apresentação do Tupi
Sob uma canção entoada por uma flautista, o boi mirim Tupi deu início ao espetáculo “Raízes do meu lugar”. Conduzindo a festa, o apresentador Nicolas Garcia apresentou a temática aos jurados e ao público presente, trazendo em seguida o levantador de toadas, Isaac Pereira, e o amo do boi, Rayan Guilherme.
(Foto: Daniel Brandão)
Na celebração folclórica, o brasão da agremiação trouxe o boi Tupi para sua evolução no anfiteatro. De uma arara surgiu a porta estandarte, Vitória Siderval, representando o boi-bumbá em movimento. O espaço deu lugar ao item Vestidos Típicos Regionais, anunciando a chegada da sinhazinha Marlen Vitória, junto com a vaqueirada do boi laranja e branco.
O auto do boi, encenado por crianças e trazendo à arena o boi antigo, emocionou o público. Sendo trazida por uma borboleta, uma crisálida anunciou a chegada da rainha do folclore, Ayla Beatrice.
O momento tribal anunciou a lenda indígena Pesadelo dos Muras, trazendo a figura de Anerê, transcendendo, derrotando o mal Jacurutu e libertando as crianças Mura. Da lenda surgiu a cunhã poranga Layssa Gabrielle. As tuxauas engrandeceram o momento indígena. Representando as etnias Tikuna, Kokama e Sateré Mawé.
(Foto: Daniel Brandão)
Em momento ritualístico, o Ritual de Iniciação Xamanístico invocou os espíritos de jovens muras, que foram forçados à dor para transcendência espiritual, sendo livrados pelo pajé José Romano.