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Amazonas registra maior queda de casos de malária em 10 anos no primeiro trimestre de 2026

Redução de 33% nos casos reforça avanço de estratégias de combate, mas Manaus segue em alerta com aumento de infecções

Valter Cardoso
23/04/2026 às 18:50.
Atualizado em 23/04/2026 às 18:50

Malária é transmitida pela picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido popularmente como mosquito-prego (Foto: Reprodução)

O Amazonas registrou, no primeiro trimestre de 2026, a maior redução no número de casos de malária dos últimos dez anos. A queda foi de aproximadamente 33% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do programa estadual de combate à doença.

A redução é considerada histórica e também se reflete nos casos mais graves da doença, indicando avanço nas estratégias de enfrentamento. O resultado ganha ainda mais relevância na semana em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Malária.

De acordo com especialistas, o desempenho positivo está ligado à atuação integrada entre órgãos como o Ministério da Saúde, o Governo do Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e as prefeituras municipais.

A região amazônica concentra a maior parte dos casos de malária no Brasil. Estima-se que cerca de 80% das ocorrências estejam concentradas em apenas 30 municípios, o que torna o Amazonas peça-chave nas estratégias nacionais de combate à doença.

Entre as medidas adotadas, destaca-se a ampliação do uso de testes rápidos para diagnóstico, principalmente em áreas de difícil acesso. A estratégia permite identificar a doença com mais agilidade e iniciar o tratamento de forma precoce, reduzindo o risco de agravamento.

Regiões como o Alto Rio Negro, onde há grande incidência da doença, especialmente em territórios indígenas, já apresentam avanços com a intensificação dessas ações.

Apesar do cenário positivo no estado, Manaus apresenta uma tendência contrária. A capital amazonense registra atualmente mais de 400 casos a mais do que no ano passado.

Segundo especialistas, o aumento está relacionado ao crescimento desordenado da cidade, com a expansão de áreas de ocupação, que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.

A malária é uma infecção transmitida pela picada do mosquito fêmea, com maior incidência entre o entardecer e o amanhecer. Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça e calafrios, podendo evoluir para formas graves se não tratada rapidamente.

A recomendação é que qualquer pessoa com sintomas, especialmente após frequentar áreas de risco, procure imediatamente uma unidade de saúde para diagnóstico e início do tratamento.

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