Novo registro amplia as opções terapêuticas para pacientes com linfoma difuso de grandes células B que não responderam ao tratamento inicial
Medicamento Columvi (glofitamabe) é indicado para pacientes com linfoma difuso de grandes células B e poderá ser utilizado em casos de recidiva ou resistência ao tratamento inicial. (Foto: © Valter Campanato/Agência Brasil)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (20), no Diário Oficial da União, o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pelo laboratório Roche, para o tratamento de um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável por parte da defesa imunológica do organismo.
O Columvi, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante — quando o câncer retorna após o tratamento — ou refratário, nos casos em que a doença não responde às terapias iniciais.
O medicamento biológico também é recomendado para pacientes que não apresentam condições clínicas para serem submetidos ao transplante autólogo de células-tronco (TACT), procedimento que utiliza células-tronco do próprio paciente no tratamento do linfoma.
Em nota, a Anvisa informou que o novo medicamento amplia as opções terapêuticas para pacientes com esse tipo agressivo de câncer.
"O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais", destacou a agência.
O linfoma difuso de grandes células B é um câncer hematológico agressivo e de crescimento rápido.
Considerado o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracteriza-se pela evolução clínica acelerada e pela necessidade de tratamento eficaz, principalmente em pacientes com doença recidivante ou refratária, quando as opções para cura ou controle da enfermidade tornam-se mais limitadas.
Segundo a Roche, cerca de 4 mil pessoas recebem esse diagnóstico todos os anos no Brasil.
O tratamento com Columvi (glofitamabe) é administrado por via intravenosa e pode ser realizado sem necessidade de internação hospitalar.
A terapia tem duração fixa de aproximadamente 8,3 meses, distribuída em 12 ciclos, conforme o protocolo clínico.
De acordo com a Roche, um estudo clínico global publicado em novembro de 2024 na revista científica The Lancet demonstrou redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo terapêutico convencional.
Ainda segundo a farmacêutica, 50,3% dos participantes que receberam o novo tratamento alcançaram remissão completa da doença, contra 22% dos pacientes submetidos ao tratamento comparativo. O estudo também apontou redução de 63% no risco de progressão da doença.