Vários representantes dos bois Caprichoso e Garantido foram contaminados pela doença
(Foto: Reprodução / Instagram)
Os artistas que representam o cenário cultural amazonense também travam uma luta conta os altos índices de contaminação da Covid-19. Vários artistas dos Bois Caprichoso e Garantido foram infectados pelo vírus, como o levantador de toadas David Assayag, que está internado em Manaus.
A torcida vermelha e branca torce pela recuperação dos artistas do boi Garantido. O levantador de toadas David Assayag foi transferido para Manaus, na tarde desta segunda-feira (4), para dar continuidade ao tratamento contra a Covid-19. Ele foi diagnosticado com a doença no domingo (3), e apresenta quadro estável. Por fazer parte do grupo de risco, por ter hipertensão, diabetes e obesidade, Assayag deve ter os cuidados redobrados.
Também levantadora de toadas do boi vermelho e branco, a cantora Márcia Siqueira testou positivo para a doença e se recupera em casa. O cantor Leonardo Castelo se recupera após sair da entubação e o compositor Rafael Marupiara segue entubado. O também compositor Rubens Alves se recupera em casa e Roci Oliveira, chefe dos backing vocals, que estava grávida, teve o bebê prematuramente e está na UTI.
O Presidente do Garantido, Antônio Andrade, garante que a torcida vermelha está na expectativa da vacina para devolver o sossego e a saúde da população. "A vacina é a única possibilidade de haver festival em 2021. Sem vacina não há festival, não há economia saudável, nem para Parintins e nem para o Amazonas, além da perda de muitas vidas humanas. A campanha pela vacina contra o coronavírus deve ser uma luta de todos, e é, sem dúvida, uma luta do Boi Garantido!", completou.
Luta também do lado azul e branco
As perdas de grandes nomes que compõem o espetáculo da ilha tuupinambarana deixaram vazios nos corações azul-e-branco. "Perdemos nosso toadeiro Klinger Araujo, o coreógrafo Erick David, e Aderaldo Reis, nosso assessor de imprensa e a compositora Tereza Cristina. Temos pressa pela vacinação. Parintins não aguenta ficar pelo segundo ano consecutivo sem o festival" revelou o diretor de comunicação do boi Caprichoso Carlos Alexandre.
Desde o início da pandemia, o Caprichoso reuniu diretores para realização de campanhas solidárias. "Sabíamos que a não realização do Festival Folclórico de 2020 traria consequências graves, já que alguns setores do Boi não são remunerados, como tribos indígenas, marujadas e vaquejadas. Alguns deles a gente sabe que não tem outro trabalho, não tem trabalho fixo fora do festival. Então, por meio de lives arrecadamos dinheiro, alimentos, fizemos cestas básicas e doamos para todos os setores do boi, durante os primeiros meses da pandemia" contou.
"No primeiro pico da doença tivemos momentos muito difíceis com os artistas Ozeas Bentes (artista plastico), Edmundo Oran (apresentador), Prince do Caprichoso (amo) e Carlos Magno (compositor) e o vice-presidente Karu Carvalho. O amo do Caprichoso foi o mais recente acometido da doença, e felizmente se recuperou", completou Carlos.