Em 14 anos subiu 196% o número de amazonenses hospitalizados por problemas cardíacos
(Foto: Arquivo AC)
O Instituto Nacional de Cardiologia (INC) vinculado ao Ministério da Saúde (MS) fez um levantamento sobre o número de internações no país por infarto no miocárdio (coração) no período de 2008 até 2022. O dados obtidos apontam que os homens amazonenses saltaram de 475 para 1.407 mil internações para essa patologia, isto significa um aumento percentual de 196,2%. Já as mulheres subiram de 228 para 602 internamentos, uma subida de 164% em 14 anos.
No levantamento nacional divulgado na última terça-feira (18) pelo INC indicou um acréscimo de 158,31% no número de internações por infarto no Brasil para esse período alvo do levantamento. A principal conclusão do recorte por estados do levantamento, divulgado agora, é que o problema do aumento da incidência de doenças coronarianas atingiu todas as regiões do país.
O levantamento foi realizado pelo Observatório de Saúde Cardiovascular do INC no Sistema de Internação Hospitalar do DataSUS, do MS. A abrangência são todos os pacientes brasileiros do SUS (em hospitais públicos e hospitais privados que têm convênio com o SUS), o que representa de 70% a 75% do total de pacientes no Brasil.
Hospital do Coração Francisca Mendes nomeado pelo SUS, como Centro de Referência da Alta Complexidade em cirurgia Cardiovascular
Aurora Issa cita como prováveis causas da elevação do número de infartos no país o envelhecimento populacional e aumento da obesidade, causada pelo sedentarismo e alimentação inadequada. A médica enfatiza que a prevenção às doenças cardiovasculares passa pela adoção de um estilo de vida saudável, como não fumar; fazer atividades físicas regularmente; e ter uma dieta saudável.
Ela também chama a atenção para a importância da vacinação, em particular contra a Covid-19 e gripe, uma vez que as infecções podem ser um gatilho para o infarto do miocárdio. De 2017 a 2021, 7.368.654 milhões de brasileiros morreram devido a doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte entre homens e mulheres no país.