Saúde da pele

Calor e suor podem favorecer problemas de pele: veja 5 sinais que merecem atenção

Transpiração intensa, umidade e atrito podem aumentar o desconforto e favorecer alterações na pele; foliculite, brotoeja e problemas relacionados ao suor estão entre os quadros que exigem atenção

acritica.com
24/09/2026 às 16:11.
Atualizado em 24/09/2026 às 16:11

(Foto: Pexels)

Em regiões de temperaturas elevadas, conviver com calor, suor e umidade faz parte da rotina. Para a pele, porém, essa combinação pode representar mais do que um simples desconforto.

Condições como foliculite, hiperidrose, bromidrose e irritações podem estar relacionadas a diferentes fatores do dia a dia. O Ciência da Pele reúne conteúdos educativos sobre saúde dermatológica e ajuda a explicar como essas alterações se manifestam, quais sinais merecem atenção e quando é importante procurar avaliação profissional.

Em Manaus, o assunto ganha ainda mais relevância. A capital amazonense enfrenta períodos de temperaturas elevadas, e o próprio A Crítica já mostrou como o calor intenso afeta a rotina de moradores e trabalhadores.

Para a pele, a combinação entre transpiração, abafamento e atrito também pode favorecer desconfortos e alterações dermatológicas.

1. Foliculite pode aparecer em áreas de maior atrito

Pequenas bolinhas avermelhadas, algumas semelhantes a espinhas, podem ser sinal de foliculite, uma inflamação que ocorre ao redor dos folículos pilosos.

Calor, suor, atrito provocado pelas roupas e depilação podem contribuir para o aparecimento ou agravamento das lesões em algumas pessoas.

Axilas, virilha, nádegas, pernas e regiões que permanecem abafadas por muito tempo estão entre as áreas mais suscetíveis.

Trocar roupas molhadas após atividades físicas, evitar peças excessivamente apertadas e manter uma higiene adequada são cuidados que podem ajudar a reduzir o desconforto.

Quando as lesões aparecem com frequência, provocam dor, apresentam secreção ou não desaparecem, é importante procurar avaliação dermatológica.

2. Suor excessivo nem sempre é apenas consequência do calor

Suar é uma resposta natural do organismo e ajuda no controle da temperatura corporal.

Durante períodos de temperaturas elevadas, o corpo aumenta a produção de suor para ajudar a eliminar calor. O fenômeno e seus efeitos no organismo já foram explicados em reportagem do A Crítica sobre como as altas temperaturas afetam o corpo.

Algumas pessoas, no entanto, apresentam transpiração excessiva mesmo quando não estão expostas a calor intenso ou realizando esforço físico.

Essa condição é conhecida como hiperidrose e pode atingir principalmente axilas, mãos, pés e outras regiões do corpo.

Um dos sinais de atenção ocorre quando a transpiração passa a interferir nas atividades cotidianas, dificulta o uso de determinadas roupas ou provoca constrangimento frequente.

Existem diferentes formas de tratamento, e a escolha depende da intensidade do quadro e da região afetada.

3. Odor intenso associado ao suor pode indicar bromidrose

Outro problema frequentemente relacionado à transpiração é o odor corporal intenso.

A bromidrose está associada ao cheiro desagradável produzido a partir da interação entre as secreções corporais e micro-organismos presentes naturalmente na pele.

Axilas e pés estão entre as regiões mais afetadas, principalmente por permanecerem abafadas durante longos períodos.

Por isso, simplesmente utilizar maior quantidade de perfumes ou desodorantes nem sempre resolve o problema.

Quando o odor é persistente ou começa a interferir na rotina, a avaliação dermatológica pode ajudar a investigar a causa.

4. Brotoeja também pode surgir em períodos de muito calor

Outro problema bastante conhecido durante períodos quentes é a miliária, popularmente chamada de brotoeja.

Ela pode aparecer quando ocorre obstrução dos canais responsáveis pela liberação do suor.

O resultado costuma ser o surgimento de pequenas lesões acompanhadas de vermelhidão, sensação de ardência ou coceira.

Regiões cobertas por roupas e áreas de dobra tendem a ser mais suscetíveis.

Ambientes muito quentes e úmidos, além do uso prolongado de roupas que dificultam a ventilação, podem aumentar o desconforto.

Dar preferência a roupas leves e manter a pele ventilada são medidas simples que podem ajudar nos dias de temperaturas elevadas.

5. Coceira e irritação persistentes merecem atenção

Nem toda vermelhidão causada pelo calor representa uma doença específica.

O próprio contato prolongado do suor com a pele, combinado com atrito, pode provocar irritações em algumas pessoas.

O problema é que várias condições dermatológicas podem apresentar sintomas semelhantes nas fases iniciais.

Uma pequena lesão inicialmente confundida com espinha ou irritação, por exemplo, pode ter outra origem.

Por esse motivo, o autodiagnóstico deve ser evitado, principalmente quando os sintomas persistem ou se repetem com frequência.

A manutenção da barreira cutânea também é importante. O A Crítica mostrou em um guia recente que cuidados com proteção solar, hidratação e limpeza adequada ajudam a manter a pele saudável ao longo dos anos.

Além disso, doenças dermatológicas nem sempre se manifestam da mesma maneira em todas as pessoas. Pesquisas recentes têm discutido inclusive as diferenças no diagnóstico entre diferentes tons de pele, tema abordado na reportagem “Pesquisas investigam desafios da dermatologia para diferentes tipos de pele”.

Como reduzir os efeitos do calor e do suor sobre a pele

Algumas mudanças simples na rotina podem reduzir o tempo em que suor, umidade e tecidos permanecem em contato com a pele.

Depois de exercícios ou de períodos prolongados de transpiração, por exemplo, é recomendável trocar roupas úmidas assim que possível.

Peças leves e que favoreçam a ventilação também tendem a proporcionar maior conforto nos dias quentes.

A higiene deve ser mantida, mas sem exageros. Lavar constantemente a pele ou utilizar produtos muito agressivos pode comprometer a barreira cutânea e favorecer sensibilidade.

Outro ponto importante é a exposição solar.

Em períodos de temperaturas elevadas, quem permanece muito tempo ao ar livre também precisa redobrar os cuidados com a radiação ultravioleta, utilizando medidas de fotoproteção adequadas.

Quando procurar um dermatologista?

Alguns sinais merecem atenção especial.

Dor intensa, lesões recorrentes, presença de secreção, aumento da área avermelhada, feridas que não cicatrizam, coceira persistente ou alterações que interferem na rotina justificam uma avaliação profissional.

O mesmo vale para casos de transpiração excessiva ou odor corporal persistente que não melhoram com os cuidados habituais.

Também é importante evitar o uso por conta própria de antibióticos, corticoides ou outras medicações dermatológicas.

O calor faz parte da rotina de quem vive na Região Norte, mas problemas de pele persistentes não precisam ser encarados como consequência inevitável das altas temperaturas.

Observar as alterações, adotar cuidados adequados e procurar atendimento quando necessário continuam sendo as formas mais seguras de proteger a saúde da pele.

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