Índices de radiação ultravioleta em Manaus ficam quase o ano inteiro em níveis classificados como "muito alto" e "extremo", e a consequência aparece na pele antes dos 40 anos
Manaus registra índice ultravioleta em faixa classificada como "muito alto" na maior parte dos dias do ano. O número que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais publica diariamente passa de oito em meses de estiagem e supera onze em períodos de céu limpo, patamar em que a Organização Mundial da Saúde recomenda que qualquer pessoa evite exposição entre dez da manhã e quatro da tarde.
Esse dado, conhecido por quem trabalha na construção civil, na lavoura ou em qualquer atividade ao ar livre na região Norte, tem uma consequência menos discutida que o risco oncológico, mas igualmente concreta: o envelhecimento acelerado da pele. A radiação ultravioleta A, aquela que chega praticamente igual em todas as estações, responde por cerca de 80% dos sinais de envelhecimento cutâneo, segundo revisão publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica.
Rugas finas, manchas escuras, textura irregular e perda de firmeza aparecem, em pacientes do Norte, quase uma década antes do que em regiões de clima temperado. O fenômeno ganhou nome técnico: fotoenvelhecimento. E tem feito crescer, nos últimos cinco anos, a procura por medicina estética como procedimento de saúde dermatológica, não apenas cosmética.
A pele reage à radiação solar de modo cumulativo. Cada exposição deixa marca, mesmo que imperceptível no curto prazo. Na região Norte, três fatores agravam o cenário em comparação com o Sul e o Sudeste brasileiros.
O primeiro é o ângulo solar. Por estar próxima da linha do Equador, Manaus recebe radiação quase perpendicular durante boa parte do dia, o que aumenta a intensidade dos raios que atingem a superfície. O segundo é a constância. Enquanto em Porto Alegre o índice ultravioleta cai para 2 ou 3 no inverno, em Manaus raramente fica abaixo de 6. O terceiro é a umidade, que cria sensação de conforto térmico mesmo com radiação elevada, levando a população a prolongar o tempo ao ar livre sem perceber o dano cutâneo.
O resultado dessa combinação aparece no consultório. Pacientes jovens chegam com marcas que, décadas atrás, só seriam vistas em pessoas dez anos mais velhas. Manchas no colo, no dorso das mãos e no contorno facial começam a surgir entre os 25 e os 35 anos, quando a média nacional situava essas alterações a partir dos 45.
Médico com registro CRM-SP 276039, o Dr. Luiz Teixeira da Silva Junior é especialista em medicina estética com atuação em São Paulo, onde comanda a Clínica Médica Gianoto. Além do consultório, acumula experiência em gestão hospitalar como Diretor Geral do Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico no Hospital Municipal de Cajamar e Superintendente do Hospital Dr. Francisco Moran. Recebeu designação como Adido Diplomático em Saúde no Consulado do Chipre e é autor de livro sobre diagnóstico precoce do HPV, publicação que mostra a dimensão clínica que ele dá à área estética.
Na prática clínica, o Dr. Luiz Teixeira relata um padrão nítido entre pacientes vindos de regiões com alta incidência solar. Há mais manchas senis precoces, mais queratoses actínicas em homens adultos e uma procura por tratamentos estéticos que, na análise dele, frequentemente acoberta um quadro dermatológico que merece encaminhamento. O paciente chega querendo tratar a mancha, mas a obrigação clínica é saber se aquela mancha é só estética ou se é sinal de alerta.
Esse olhar vai ao encontro de uma mudança na forma como a medicina estética vem sendo praticada no Brasil desde 2020. A especialidade, que já foi vista como extensão da cosmética, hoje opera no território compartilhado com a dermatologia clínica e a cirurgia plástica, em um modelo que parte do diagnóstico antes da indicação do procedimento.
Relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, conhecida pela sigla ISAPS, mostrou que o Brasil assumiu em 2024 a primeira colocação mundial em número absoluto de cirurgias plásticas. Foram mais de 2 milhões de procedimentos cirúrgicos realizados no país em um único ano. No ranking dos procedimentos não cirúrgicos, que incluem aplicação de toxina botulínica, ácido hialurônico, laser e peelings, o Brasil aparece em segundo lugar mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, com 3,12 milhões de intervenções.
A toxina botulínica liderou as aplicações não cirúrgicas no país, com 351.488 procedimentos. Em seguida vieram o ácido hialurônico, com 176.069, e o rejuvenescimento da pele com efeito lifting, com 60.422. Esses números representam uma fatia expressiva de um mercado que o Boston Consulting Group, em análise publicada no início de 2025, projetou crescer 16% naquele ano, após alta de 8% em 2024.
Em termos de receita, levantamento da consultoria Mordor Intelligence estimou que o setor de estética no Brasil deve alcançar 41,6 bilhões de dólares até 2028, o que colocaria o país como o terceiro maior mercado global da área, atrás de Estados Unidos e China. O potencial de consumidores, segundo o BCG, pode chegar a 50 milhões de brasileiros.
A região Norte segue sub-representada nesse mercado, mas o crescimento da procura por médicos especialistas em estética com base em Manaus, Belém e Porto Velho acompanha o movimento nacional. E o cenário climático da região amplia a relevância de uma prática que parte da saúde cutânea antes do procedimento cosmético.
Dr. Luiz Teixeira: medicina estética começa no diagnóstico
A premissa defendida pelo Dr. Luiz Teixeira da Silva Junior em sua produção clínica é que nenhum procedimento estético de qualidade acontece sem avaliação médica prévia. A consulta precede qualquer aplicação de toxina botulínica ou preenchedor, porque o médico precisa identificar condições de base da pele do paciente: grau de fotoenvelhecimento, presença de melasma, tipo de rugas, perfil de colágeno e histórico de exposição solar.
Esse tipo de avaliação detalhada evita o erro mais comum em clínicas sem protocolo clínico, que é aplicar o procedimento da moda sem considerar o substrato da pele. Uma pele com dano solar acumulado, por exemplo, pode responder mal a peelings profundos. Uma pele com melasma ativo pode piorar com laser ablativo mal indicado. E uma pele jovem com boa qualidade cutânea quase nunca precisa dos procedimentos invasivos que a paciente chega pedindo.
A linha de raciocínio do Dr. Luiz Teixeira nas publicações de seu consultório aponta para o conceito de prevenção estética, ideia que ganhou força no Brasil a partir de 2022. Em vez de esperar a ruga instalada para aplicar toxina botulínica em doses altas, o protocolo preventivo começa mais cedo, com doses pequenas, associado ao uso rigoroso de protetor solar, antioxidantes tópicos e, quando indicado, estimuladores de colágeno em baixa concentração.
Para populações expostas ao sol intenso, como a do Norte brasileiro, essa prática faz diferença clínica mensurável. O paciente que começa a cuidar da pele aos 28 anos, com rotina de proteção e avaliação periódica, chega aos 50 com sinais de envelhecimento até dez anos menos evidentes do que o paciente que procurou o médico só depois das marcas instaladas.
O Instituto Nacional de Câncer projeta que o câncer de pele não melanoma seja o tipo mais incidente no Brasil no triênio 2023 a 2025, respondendo por 27,1% dos casos novos em homens e 29,5% em mulheres. Na região Norte, a letalidade é menor que no Sul, onde a população de pele clara está mais exposta. Mas o número absoluto de casos cresce ano após ano, puxado pela ampliação da expectativa de vida e pela exposição solar acumulada.
O olhar do médico estético funciona, na prática, como segunda linha de triagem. Ao avaliar uma mancha que o paciente quer tratar com peeling ou laser, o especialista precisa diferenciar entre lesão benigna, queratose actínica e lesão suspeita de carcinoma basocelular ou espinocelular. Qualquer dúvida exige biópsia antes de procedimento cosmético.
O Dr. Luiz Teixeira tem publicado textos que destacam esse papel de triagem. Em um deles, ele descreve como manchas escuras recentes em pacientes adultas podem ser lidas como melasma quando, na verdade, escondem queratoses iniciais que demandam outro encaminhamento. A confusão é mais frequente em pacientes expostos a radiação solar constante, perfil típico da região Norte.
Para o paciente que chega ao consultório com sinais instalados, as opções terapêuticas se dividem em três grupos. O primeiro trata textura e manchas superficiais: peelings químicos de profundidade leve a média, microagulhamento e laser fracionado. O segundo age na reposição de volume e sustentação, com preenchedores de ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno e enzimas específicas. O terceiro atua sobre rugas dinâmicas, com toxina botulínica em doses calibradas.
A combinação depende do quadro individual. A prática clínica do Dr. Luiz Teixeira nos conteúdos que publica descreve protocolos que partem sempre da avaliação da qualidade cutânea para só então indicar a sequência. Bioestimuladores como Radiesse e Sculptra, por exemplo, pedem pele com barreira íntegra e fotoproteção já estabelecida antes da aplicação, caso contrário os resultados se perdem em poucos meses.
Outro ponto que o especialista enfatiza é a expectativa realista. Nenhum procedimento devolve colágeno na mesma taxa que a pele jovem produzia, e qualquer promessa nesse sentido deve soar como alerta para o paciente. O bom resultado na medicina estética atual passa por melhorar, suavizar e desacelerar o envelhecimento, não por devolver estado anterior.
A qualidade técnica da medicina estética depende, em boa parte, da formação do profissional que conduz o tratamento. A ISAPS e a Sociedade Brasileira de Medicina Estética orientam, em documentos públicos, que qualquer paciente verifique registro no Conselho Regional de Medicina, formação específica na área e volume de atendimentos do médico antes de submeter-se a procedimento, mesmo os considerados mais simples.
O currículo do Dr. Luiz Teixeira combina a prática clínica em medicina estética com experiência em gestão hospitalar e em diagnóstico precoce de doenças, elementos que exemplificam o tipo de atuação integrada que a especialidade exige hoje. A formação fora do consultório de estética pura tem se mostrado diferencial no Brasil, porque amplia o olhar do médico para além da aplicação do produto.
Em textos publicados em seu consultório, o especialista sustenta que a pele marcada pelo sol equatorial pede protocolo que una prevenção, tratamento de lesões existentes e acompanhamento continuado, não apenas aplicação pontual de procedimento estético. O princípio vale para qualquer região brasileira de alta exposição solar.
Quem é o Dr. Luiz Teixeira da Silva Junior
O Dr. Luiz Teixeira da Silva Junior) é médico com CRM-SP 276039, especialista em medicina estética e CEO da Clínica Médica Gianoto, em Alphaville, Barueri (SP). A formação clínica vem acompanhada de trajetória em gestão hospitalar, área em que atua como Diretor Geral do Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico no Hospital Municipal de Cajamar e como Superintendente e Diretor Executivo no Hospital Dr. Francisco Moran.
Além da atividade clínica e administrativa, o médico foi designado Adido Diplomático em Saúde no Consulado do Chipre e integra o quadro da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas como Diretor Administrativo. É autor de publicação sobre diagnóstico precoce do HPV, livro que condensa a visão dele sobre prevenção como eixo central da prática médica, inclusive na área estética.
A medicina estética deixou de ser sobre vaidade e passou a ser sobre saúde da pele e autoestima clínica, afirma o Dr. Luiz Teixeira da Silva Junior em artigo recente publicado em seu consultório. A frase resume a virada conceitual que o setor viveu no Brasil nos últimos anos, e que ganha peso em regiões como Manaus, onde a pele do paciente recebe uma carga de radiação que o médico não pode ignorar.