Calor pode reduzir o apetite e mudar as escolhas à mesa; nutricionista explica como adaptar a alimentação sem abrir mão dos nutrientes.
Dias quentes pedem alimentos mais leves e mais refrescantes (Divulgação)
Em Manaus, o calor costuma ditar o ritmo do dia. E, quando a temperatura sobe, pode mudar também a vontade de comer: pratos pesados dão lugar a opções mais leves e frescas. A nutricionista clínica funcional Gisele Carvalho explica que essa mudança está relacionada às adaptações que o organismo faz para lidar com os dias quentes.
A proposta é encontrar uma forma mais confortável de distribuir as refeições ao longo do dia. “Refeições menores e mais frequentes podem ser uma estratégia interessante para quem tem dificuldade de consumir grandes volumes de comida. Pratos muito gordurosos, fritos ou muito volumosos podem aumentar a sensação de peso e desconforto após a refeição”.
Calor intenso exige atenção à hidratação.
A transpiração também aumenta a perda de líquidos e eletrólitos, o que exige atenção nos dias mais quentes.
Gisele cita frutas como taperebá, araçá, melão, maracujá, melancia, morango, abacaxi e cupuaçu. Para as principais refeições, a orientação é optar por fontes de proteína, como frango e peixes, preferencialmente assados, grelhados ou cozidos. Hortaliças, especialmente as folhosas, também podem ser consumidas cruas ou levemente refogadas.
Para variar o cardápio, frutas podem ser congeladas e batidas com leite ou iogurte, além de usadas no preparo de picolés caseiros sem adição de açúcar. No almoço, os feijões podem entrar em saladas com legumes e hortaliças folhosas.
Na rotina de quem vive em Manaus, adaptar a alimentação aos dias quentes pode significar rever escolhas que fazem parte do prato todos os dias.