Manter rotina de 7 a 9 horas de descanso e evitar o uso de celular antes de deitar são hábitos essenciais para o corpo.
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Dormir bem vai além de apenas passar tempo na cama: envolve alcançar um descanso contínuo e restaurador. Segundo a médica especialista em doenças do sono Luciane Zuffo, um sono de qualidade precisa cumprir todas as fases fisiológicas para permitir a produção adequada de hormônios, além de garantir a regulação metabólica, cognitiva e do sistema cardiovascular.
Para adultos, a recomendação varia entre 7 e 9 horas de descanso por noite, dependendo das particularidades de cada organismo. Dormir menos de 7 horas de forma recorrente configura um quadro de privação crônica de sono, enquanto períodos superiores a 9 horas também podem apresentar desvantagens para a saúde.
A falta contínua de repouso afeta diretamente múltiplos sistemas do corpo humano. Entre os principais impactos estão alterações metabólicas, ganho de peso e o aumento do risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas. Durante a noite, a desaceleração natural do coração e a regulação da glicose funcionam como mecanismos preventivos contra o diabetes.
No sistema nervoso central, o descanso adequado atua na regeneração cerebral, na fixação da memória e na capacidade de foco e concentração. A manutenção regular do sono também desempenha papel importante na prevenção a longo prazo de doenças neurodegenerativas, a exemplo de Alzheimer e Parkinson.
O uso excessivo de aparelhos eletrônicos antes de dormir tem sido um dos principais obstáculos para o descanso. A exposição direta à luminosidade de celulares e televisores reduz a liberação de melatonina — o hormônio responsável por sinalizar ao corpo o momento de repousar — e mantém a atividade cerebral em estado de vigília.
Para contornar o problema, a orientação médica inclui desligar aparelhos ou colocá-los no modo avião de uma a duas horas antes de deitar. A criação de um ambiente escuro, com redução gradual de estímulos sonoros e visuais, auxilia o cérebro a desacelerar, facilitando a transição para as fases mais profundas do sono.