Pneumologista alerta que sintomas semelhantes podem esconder doenças diferentes e que o atraso no diagnóstico aumenta o risco de complicações
Imagem gerada por Inteligência Artificial (Foto: IA)
Tosse, febre, chiado no peito e dificuldade para respirar são sintomas comuns em diferentes doenças respiratórias e podem gerar dúvidas sobre a causa do problema. Embora gripe, bronquite e crise asmática apresentem sinais parecidos, elas têm origens distintas e exigem tratamentos específicos. O reconhecimento precoce é importante para evitar a evolução do quadro, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
O cenário reforça esse alerta. Segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, desde o início de 2026 foram registrados 77.153 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 37.153 (48,2%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria também aponta que a média mensal de internações de crianças menores de um ano por doenças respiratórias cresceu quase 200% entre fevereiro e maio.
Para o pneumologista Rafael Faraco, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a semelhança entre os sintomas faz com que muitas pessoas demorem a buscar atendimento ou recorram à automedicação.
A gripe é causada pelo vírus influenza e costuma começar de forma repentina, com febre, dor no corpo, dor de garganta, cansaço e tosse. Em pacientes mais vulneráveis, a infecção pode evoluir para complicações respiratórias.
A bronquite, por sua vez, é uma inflamação dos brônquios. Na forma aguda, geralmente está relacionada a infecções virais e provoca tosse persistente, com ou sem secreção. Já a bronquite crônica integra o quadro da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e está associada principalmente ao tabagismo.
Na asma, ocorre um estreitamento das vias aéreas que dificulta a passagem do ar e provoca falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto no tórax e tosse. Crises podem ser desencadeadas por infecções respiratórias, mudanças bruscas de temperatura, poeira, fumaça e outros agentes irritantes.
Segundo o especialista, a falta de ar é o principal sinal de alerta.
O pneumologista também chama a atenção para os riscos da automedicação.
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a gripe e suas complicações. Além da imunização, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infecção e de transmissão dos vírus respiratórios: