Consumo exagerado de suplementos e dietas hiperproteicas acende alerta entre especialistas sobre riscos à saúde
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A busca pelo corpo ideal tem impulsionado o consumo de proteína, de colocado suplementos, shakes e dietas hiperproteicas como aliados de quem deseja ganhar massa muscular e melhorar a performance física.
Na internet, cresce o número de influenciadores compartilham refeições com altas doses de proteína e reforçam a ideia de que consumir mais seria o caminho mais rápido para conquistar resultados estéticos. Esse hábito também ganhou espaço em restaurantes e supermercados, que passaram a investir em produtos voltados ao público que busca hipertrofia e emagrecimento.
Diante deste cenário, especialistas alertam que o excesso desse nutriente pode trazer consequências à saúde e sobrecarregar o organismo. Segundo o médico nefrologista Vagne Albuquerque, o problema começa quando o consumo ultrapassa a necessidade do organismo, principalmente em pessoas que já possuem fatores de risco, como hipertensão, diabetes ou doenças renais.
“Em pessoas saudáveis, o consumo maior de proteína geralmente não causa dano renal direto, desde que os rins estejam funcionando bem. O rim saudável consegue se adaptar ao aumento da ingestão proteica, aumentando temporariamente a filtração para eliminar os resíduos do metabolismo da proteína. No entanto, a situação muda quando a pessoa já tem doença renal crônica, diabetes, hipertensão, rim único ou algum fator de risco renal. Nesses casos, o excesso de proteína pode aumentar a pressão dentro dos glomérulos, que são os ‘filtros’ dos rins, e favorecer hiperfiltração, proteinúria e progressão da doença renal”, explica.
Em resumo, segundo o médico, para rins saudáveis, o risco é baixo; para rins vulneráveis, o excesso pode acelerar lesão renal. Whey protein e suplementos proteicos podem causar danos quando usados sem orientação profissional. O whey protein é uma fonte de proteína de boa qualidade e pode ser útil em várias situações. O problema não é o whey em si, mas o uso indiscriminado, como tomar várias doses ao dia sem calcular a necessidade individual
“Na prática, para quem busca saúde e ganho muscular, mais proteína nem sempre significa mais resultado. Depois de certo ponto, o excesso não vira mais músculo automaticamente e pode aumentar efeitos indesejados, como sintomas gastrointestinais, alterações metabólicas e maior produção de resíduos nitrogenados”, completa.
Moderação
Importante aliada no desenvolvimento muscular, a proteína faz parte da rotina de quem busca melhor desempenho físico e hábitos considerados mais saudáveis. Presente em suplementos, shakes, barras e dietas hiperproteicas, o nutriente passou a ser visto como essencial para alcançar resultados rápidos nas academias.
Mas o exagero, além de riscos para saúde, pode ser convertido em gordura corporal, conforme destaca o educador físico Lucas Amoedo.
Ainda segundo ele, o ideal é procurar um profissional capacitado para adequar a alimentação à rotina e aos objetivos de cada pessoa.
“Várias pessoas têm a ilusão de que quanto mais proteína ingerida mais resultados vão ter. O corpo humano tem uma quantidade de absorção de nutrientes dentre eles as proteínas e se você exceder essa quantidade pode ocasionar uma sobrecarga no fígado e rins. E é importante saber se seu aluno está comendo de forma correta e quando ocorre esses exageros eles não conseguem ter uma boa performance no treino. Dica: Procure um profissional capacitado para que possas adequar sua alimentação para o dia a dia”, destaca.