Saúde

Psicóloga orienta como reduzir o estresse gerado pelo período eleitoral

A especialista diz que é importante reconhecer os próprios limites para evitar que a tensão prejudique o seu bem-estar emocional.

acritica.com
15/10/2026 às 11:46.
Atualizado em 15/10/2026 às 11:46

(Foto: Divulgação)

Dias antes do primeiro turno das eleições, pesquisa da Datafolha identificou o aumento da preocupação e da ansiedade dos brasileiros em relação ao futuro do país. No levantamento, 43% dos entrevistados afirmaram estar pessimistas, percentual superior aos 37% registrados em pesquisa realizada em agosto deste ano. 

Para a psicóloga e especialista em Saúde Mental, Maria do Carmo Lopes, sentimentos como ansiedade e preocupação podem se intensificar durante o período eleitoral, marcado por disputas políticas, conflitos de opiniões e incertezas com relação ao futuro. Por isso, diz ela, é importante reconhecer os próprios limites para evitar que a tensão prejudique o seu bem-estar emocional.

“Nos períodos eleitorais, a população vivencia mais uma disputa de poder entre inimigos políticos, do que uma discussão sobre as melhores propostas e projetos para o bem de todos. É por esse viés que começam a surgir sentimentos de ansiedade, irritação, medo e insegurança”, explica a especialista.

De acordo com Maria do Carmo Lopes, o excesso de informações – muitas delas contraditórias – é um dos fatores que podem contribuir para a sobrecarga emocional. A exposição frequente a publicações, notícias e narrativas nas redes sociais e nos veículos de comunicação, especialmente quando apresentam abordagens agressivas, pode aumentar o desgaste mental.

“Esse conjunto de fatores acaba dificultando o foco, a memória e até mesmo a tomada de decisões do eleitor. Hoje, um dos grandes problemas é que nem sempre se consegue conversar sobre política sem que haja conflito. Muitas vezes, existe uma tentativa de impor uma opinião e fazer com que ela prevaleça. Mas é perfeitamente possível estar informado e participar da política de forma saudável”, reforça a psicóloga.

Para reduzir o estresse, a especialista recomenda estabelecer limites para o tempo dedicado às redes sociais, buscar fontes confiáveis de informação e priorizar a qualidade do conteúdo consumido. Também é importante reservar momentos para atividades prazerosas, manter o convívio com amigos e familiares e incluir exercícios físicos na rotina. 

“Existem algumas ferramentas que podem reduzir a tensão e o estresse. A música tem um poder extraordinário. Ouvir músicas tranquilas pode ajudar a melhorar o humor e o sono. A atividade física contribui para aliviar o estresse, enquanto a leitura pode ajudar a desacelerar os pensamentos. Reunir-se com os amigos também é fundamental, pois favorece a socialização e pode reduzir a ansiedade”, orienta.

A especialista alerta, ainda, para sinais de que a tensão eleitoral pode estar interferindo na saúde mental, como alterações no sono, busca excessiva por notícias e pelas redes sociais, pensamentos recorrentes sobre política, irritabilidade e queda de produtividade no trabalho. “Quando esses sintomas forem persistentes é recomendável a busca por ajuda profissional”, afirma Maria do Carmo Lopes.

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