saúde

Setembro Amarelo: acompanhamento psicológico ajuda paciente a retomar a rotina após depressão

Aldenize Nascimento encontrou no acompanhamento psicológico o suporte para reconstruir a rotina e recuperar a autonomia

acritica.com
07/09/2026 às 13:51.
Atualizado em 07/09/2026 às 13:51

(Foto: Divugação)

Por muito tempo, Aldenize Nascimento, doutoranda em Educação, de 51 anos, teve dificuldades para sair da cama, fazer as refeições, cuidar da aparência ou simplesmente encontrar forças para seguir o dia. Há cerca de um ano e meio, a paciente enfrentou um quadro de depressão que afetou profundamente sua rotina e sua relação com a própria vida. O processo de recuperação começou quando ela decidiu procurar ajuda e iniciar o acompanhamento psicológico na Medicina Preventiva da Hapvida, no Hospital Nilton Lins, em Manaus. 

Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida, a campanha aborda sobre a importância de falar sobre saúde mental, reconhecer sinais de sofrimento e buscar ajuda profissional. O período também contribui para combater o estigma em torno dos transtornos emocionais e mostrar que ninguém precisa enfrentar momentos de crise sozinho. 

A história de Aldenize se conecta ao Setembro Amarelo. “Foi ali que consegui me abrir, chorar e falar tudo o que estava acontecendo. Quando o psicólogo Moisés me ouve sem julgamento, quando ele dá sugestões e não imposições, e ao final diz ‘obrigado por confiar em mim, parabéns por ter vindo mesmo sem querer’, isso faz toda a diferença”, relata emocionada a paciente. 

Conforme o psicólogo Moisés Pereira, da Hapvida, a construção desse vínculo foi fundamental para que a paciente permanecesse no tratamento. Mesmo nos dias em que ela não tinha vontade de sair de casa, buscava manter a rotina de consultas. Aos poucos, o acompanhamento passou a ajudá-la a enfrentar crises, organizar os pensamentos e retomar atividades que antes pareciam impossíveis. 

“Não existe evolução rápida, tudo é um processo. A Aldenize, na minha opinião, é um exemplo de persistência. Ela confiou. Mesmo com todas as dificuldades e obstáculos. Ela perseverou e conseguiu dar a volta por cima”, afirma Moisés. 

Benefícios para a paciente

Para Aldenize, a continuidade desse processo trouxe mudanças que ultrapassaram o ambiente terapêutico. Ela voltou a cuidar de si, retomou atividades da rotina e conseguiu dar continuidade ao doutorado em Educação. Hoje, ao olhar para o período mais difícil de sua vida, reconhece uma mudança significativa na forma como enxerga o futuro. 

“Hoje eu quero viver. Hoje eu quero me arrumar, hoje eu quero comer, hoje eu quero fazer exercício. Não tenha medo de buscar ajuda e procurar apoio mesmo sem querer ou com medo das críticas. O conselho que dou para as pessoas é: vá mesmo sem vontade, mas vá! Os resultados vão aparecer, basta confiar no processo”, conclui Aldenize.

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