Na academia, quando estamos fazendo um exercício e percebemos que um dos braços ou pernas cansou mais rápido que o outro lado, está na hora de adicionar exercícios unilaterais aos treinos
(Foto: Divulgação)
Mesmo que nunca tenha pisado em uma academia, você já deve ter percebido que um lado do seu corpo é mais forte do que o outro. Você olha no espelho e percebe, por exemplo, que seu bíceps direito é maior que o esquerdo ou então deixa para que o braço esquerdo carregue as sacolas mais pesadas do mercado porque, afinal, ele parece ter mais força que o outro. Saiba que isto é mais comum do que parece.
Todos nós temos um lado predominante, por isso que você é destro ou canhoto (tudo bem, existem os ambidestros, mas eles compõem cerca de 4% da população, ou seja, são raros). Não consegue executar os mesmos exercícios de um lado do que do outro? Acha que vai ficar torto? Não sabe o que fazer? Calma, a Quarta Fit conversou com um personal trainer que tirou várias dúvidas sobre os exercícios unilaterais.
A predominância de um membro do corpo geralmente está relacionada à utilização dele. O lado dominante está quase sempre em atividade, por isso é comum que ele pareça mais forte e alongado que o outro lado. Na academia, quando estamos fazendo um exercício e percebemos que um dos braços ou pernas cansou mais rápido que o outro lado, está na hora de adicionar exercícios unilaterais aos treinos. Quando um personal monta um treino, todos os exercícios possuem uma razão para estar lá. O motivo principal de exercícios unilaterais e/ou simultâneos é tentar buscar o equilíbrio muscular.
Segundo o profissional de educação física, Júlio Silva, é importante aderir a exercícios unilaterais durante os treinos de musculação para que haja equilíbrio entre ambos os lados do corpo. “Não é obrigatório que tenham exercícios unilaterais nas planilhas de treino, mas caso o aluno apresente uma desproporção entre os membros, a inclusão de unilaterais é válida principalmente para evitar que esta desproporção aumente”, apontou o personal.
Júlio Silva, personal trainer
Dica de ouro
Se você percebe que, durante os treinos, consegue executar mais repetições de um lado que do outro, uma dica importante é usar o lado mais fraco como base, ainda de acordo com Júlio. “Se houver uma diferença de até 25% do nível de força entre os membros, o braço mais fraco deve ser usado como base de repetições para que se iguale ao mesmo número de movimentos do braço mais forte”, finalizou o personal.
Um exemplo é a rosca alternada com dumbbell. Comece com o braço mais fraco e, com uma carga que seja confortável, realize de 10 a 12 repetições, em seguida, execute com o lado mais forte. Mesmo não levando o músculo do braço mais forte ao estresse máximo, você vai conseguir igualar a força entre os membros em algumas semanas até que consiga progredir carga e gerar cada vez mais intensidade nos treinos.
Outro bom motivo para se realizar exercícios unilaterais é quando já ocorreu uma lesão em algum membro e, para compensar, sobrecarrega-se o outro lado não lesionado. Como é o caso do advogado Ronald Soares, que precisou apostar nos unilaterais após se lesionar durante o futebol. “Por conta de algumas lesões que já sofri no joelho, precisei fazer trabalhos específicos de capacidade de extensão, flexão e força que me ajudaram a melhorar a execução de exercícios dos membros inferiores. Eu percebi que os exercícios unilaterais trabalham o músculo de uma forma mais eficiente, como se fosse mais concentrado e, consequentemente, fazendo ter mais resultados”, afirmou o advogado.
Não é difícil, frangolino. O ideal é sempre buscar ajuda quando não sabemos sobre um determinado assunto. Se você está fazendo mais repetições de um lado que do outro, provavelmente tem alguma desigualdade entre os membros e isso precisa ser melhorado com a adesão aos exercícios unilaterais. Não inventa de continuar trabalhando mais um lado do que o outro porque a desproporção muscular só vai aumentar e te deixar esteticamente desproporcional, inclusive. Para corrigir isso, inclua exercícios unilaterais no seu treino. Se não souber por onde começar, consulte um profissional de educação física para que ele te ajude e monte uma planilha de treinamento resistido que seja adequada para o seu caso.