saúde

Vacinação é essencial para quem vai à Copa do Mundo de 2026

Especialistas recomendam atualizar vacinas e reforçar cuidados antes de viajar para o Mundial nos EUA, México e Canadá

Robson Adriano
online@acritica.com
08/06/2026 às 18:09.
Atualizado em 08/06/2026 às 18:33

(Foto: Reprodução)

No próximo dia 11 de junho é oficialmente realizada a abertura da Copa do Mundo Fifa 2026 no estádio Azteca, localizado na Cidade do México. Especialistas alertam para a importância da atualização da caderneta vacinal antes da viagem aos países-sede do mundial, assim como sinais e sintomas de doenças durante o mundial e ao retornar para os países de origem. Entre todas as medidas preventivas, a vacinação é considerada uma das mais importantes.

Tânia Chaves, médica infectologista e coordenadora do comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) explicou ao acritica.com que a vacinação é uma das mais importantes intervenções que deve ser realizada antes de viajar, seja para a COPA do mundo, ou mesmo para uma viagem de visita a amigos e familiares ou por qualquer motivo. “O ideal é que o viajante busque orientação com quatro a 8 semanas antes de viajar”, disse.

A especialista alerta para a importância da vacina tríplice viral que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. “Lembrando que o sarampo é das doenças infecciosas mais contagiosas que existem. Um paciente infectado com o vírus pode transmitir para pelo menos 18 pessoas. Pensando na Copa do Mundo que é um evento de massa, em que há uma grande aglomeração de pessoas, além do mundo estar enfrentando uma das maiores epidemias em diferentes países, incluindo México, Canadá e EUA, a vacina tríplice viral deve ser a primeira a ser atualizada”.

Aglomerações

As famosas Ruas da Copa em Manaus devem apresentar aglomerações, que podem aumentar a transmissão de vírus respiratórios. Conforme dados do Painel Epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), de janeiro a maio deste ano, Manaus teve 709 casos para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo sete por Covid-19, 122 por influenza e 580 por outros vírus. O Amazonas soma 973 casos confirmados para SRAG: 10 por Covid-19, 166 por influenza e 797 por outros vírus. 

“Aglomerações aumentam a transmissão de vírus respiratórios, especialmente em ambientes fechados e mal ventilados e com contato próximo elevam o risco de contágio. Influenza ou a conhecida gripe, COVID‑19, vírus sincicial respiratório (VSR) e sarampo; outras viroses respiratórias também são frequentes”, pontuou a infectologista. Conforme o Ministério da Saúde (MS), em 2025, o Brasil confirmou 38 casos importados de sarampo, na maioria associado a viagens internacionais ou a contato com áreas de baixa cobertura vacinal.

Tania Chaves, Médica infectologista Coord. do comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

Viajantes

Os viajantes devem ser orientados quanto à presença de febre, tosse , lesões de pele no retorno, conforme orientação da especialista. Outra doença que pode acometer é a Diarreia do Viajante (DV). “É um dos agravos mais previsíveis e incidentes em viagens em aproximadamente 60% dos viajantes independente do destino. Recomendações práticas de segurança alimentar.  Os jogos da Copa ocorrerão durante o período de verão nos países-sede, quando temperaturas elevadas podem aumentar o risco de doenças relacionadas ao calor”, pontuou.

O Hantavírus tem chamado atenção da área médica mundial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou em maio deste ano, oito casos da doença, mas descartou um surto mundial. “O hantavírus é uma doença rara associada principalmente à exposição a roedores silvestres em áreas rurais e de mata. Para turistas e participantes da Copa em áreas urbanas, o risco é muito baixo. Os principais cuidados são evitar contato com locais fechados, poeira e ambientes com sinais de infestação por roedores”, explicou a infectologista.

Chaves esclareceu que os riscos aumentam na primavera e no verão, especialmente em atividades ao ar livre e contato com ambientes fechados com presença de roedores. “Nos Estados Unidos , a hantavirose ocorre principalmente na região dos ‘ Four Corners ’ — Arizona, Novo México, Colorado e Utah — associada a áreas rurais, trilhas, cabanas e campings. No Canadá , os casos concentram-se mais nas províncias do oeste, como Alberta e British Columbia . No México , os registros são mais raros e ligados ao norte do país e áreas semiáridas”, disse a médica.

Saiba Mais

No Brasil vacinas como a Tríplice Viral e contra o Sarampo estão disponíveis em todas as unidades de saúde do país. De acordo com as recomendações brasileiras vigentes, a vacinação contra o sarampo é indicada rotineiramente para indivíduos de 12 meses a 59 anos de idade, conforme esquema vacinal preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). De acordo com o MS, o Brasil mantém o certificado de país livre do Sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

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