Um dos mais importantes nomes da arte no Amazonas, Zezinho Corrêa faleceu neste sábado e deixa legado marcante na cultura do Estado
O tambor que sempre bateu forte hoje parou de tocar. Morreu neste sábado, em Manaus, o célebre cantor Zezinho Corrêa, após complicações causadas pela Covid-19. Zezinho, de 69 anos, estava entubado em um hospital particular de Manaus, após ter sido diagnosticado com a doença no início de janeiro.
Foi mais de um mês de luta e oscilações no quadro de saúde. Zezinho chegou a ser intubado, depois extubado, mas a Covid-19 acabou por levar um dos mais importantes artistas da história do Amazonas.
"Agradecemos imensamento o carinho, todas as orações e todo amor que vínhamos recebendo dos fãs, familiares, amigos e admiradores dele. O Céu ganhou mais uma estrela que brilhará para a eternidade", postou a família do cantor, na nota oficial de falecimento. A CRÍTICA aguardou a família se posicionar para noticiar o falecimento do cantor, em respeito aos familiares, fãs e amigos.
Vocalista da histórica banda amazonense Carrapicho, criado por ele com amigos nos anos 80, Zezinho é autor de hits como 'Tic, Tic Tac'. Com o grupo, o cantor chegou a vender mais de 15 milhões de discos em todo o mundo. No próprio Brasil, a música ficou em # 34 entre as 100 músicas mais tocadas do ano de 1996, e no Canadá a canção atingiu o auge de # 14.
Zezinho Corrêa sempre foi um defensor da cultura amazônica por meio de sua música e perfomance. Também foi um ativo defensor do teatro e um dos nomes mais importantes do Teatro Experimental do Sesc, o Tesc, que movimentou a cena cultural na década de 70 e 80 no Amazonas. "Obrigado levar o nome do Amazonas para o mundo, obrigado por ser esse ser humano incrível em todos os sentidos, você já está fazendo muita falta na nossa família. daqui vamos continuar te amando pra sempre", publicou a família. "Hoje a batida do tambor se calou".