busca por recursos

Secretarios de Segurança de cidades do interior do AM pedem por recursos para guardas municipais

Em evento em Manaus, secretários municipais de segurança pública de Rio Preto da Eva e Benjamin Constant relataram que as secretarias não têm orçamentos próprios

Jefferson Ramos
18/08/2023 às 16:56.
Atualizado em 18/08/2023 às 16:56

Secretários municipais de segurança pública de Rio Preto da Eva e Benjamin Constant participam de evento em Manaus (Foto: Jefferson Ramos)

Municípios do interior do Amazonas querem aumentar a própria colaboração na segurança pública. A principal demanda de secretários de segurança pública ouvidos pela reportagem durante o 1º Seminário de Segurança Pública Inovadora, realizado na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), nesta sexta-feira (18), tem sido recursos para incrementar as guardas municipais com pessoal e equipamento .

Os secretários municipais de segurança pública municipal de Rio Preto da Eva e Benjamin Constant relataram que as secretarias não têm orçamentos próprios. Elas bancam as despesas com pessoal com dotação orçamentária administradas por outras secretarias. Ambas guardas não são armadas. 

O secretário de segurança e proteção social de Rio Preto da Eva, coronel Francisco Guimarães, afirmou que entregou dois projetos sobre ronda escolar e equipamento para a guarda municipal ao secretário nacional de segurança pública do Ministério da Justiça, Tadeu Alencar.

“Os municípios precisam equipar os guardas e o governo (do estado) poderia ajudar com o pagamento de ao menos 30% da folha de pagamento, porque se gasta muito para levar um soldado para o interior tem que dar casa e diária. Com o prefeito, comandando a sua própria guarda a coisa melhora”, defendeu.

O secretário de segurança pública, trânsito e defesa social de Benjamin Constant, major Joel Castro, afirmou que a guarda municipal faz o policiamento ostensivo com foco na defesa do bem público municipal, mas também dá apoio aos órgãos federais como o Ifam e a Ufam. 

Segundo o secretário, toda a operação é bancada com recursos da própria prefeitura municipal de Benjamin Constant.

“A nossa maior dificuldade é justamente equipamento e material. Equipar melhor a guarda porque fazemos um trabalho não só na área urbana, mas também no interior. Temos comunidades grandes em Benjamin. Então, preciso de lancha, motor para fazer uma segurança boa”, solicitou.

Em 2018, com a aprovação da lei que criou o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) , a guarda municipal passou a integrar um mecanismo composto por secretaria municipal de segurança pública e defesa social e conselhos municipais.

Contudo, a atuação das guardas se mantém na defesa dos bens públicos municipais e monitoramento de locais perigosos e populações vulneráveis de modo a alimentar os sistemas de informação e análise das prefeituras. 

Ou seja, a guarda municipal pode realizar policiamento ostensivo desde que a ação tenha a ver com a manutenção do bem público do município. O trabalho de investigação e de represção ao tráfico é feito pela Polícia CIvil e Polícia Militar, respectivamente.

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