CÂMARA

Sessão da CMM termina sem votação de Projetos de Lei, causando polêmica entre vereadores

Ordem do Dia não ocorreu, por decisão da presidência, e nenhum projeto de lei entrou em pauta, o que gerou desconforto no palamento

Giovanna Marinho
28/03/2022 às 12:31.
Atualizado em 28/03/2022 às 12:33

(Foto: Divulgação)

A sessão plenária esvaziada nesta segunda-feira (28) não foi sinônimo de menos atritos entre os parlamentares da Câmara Manaus (CMM). A Ordem do Dia não ocorreu, por decisão da presidência, e nenhum projeto de lei entrou em pauta, o que gerou desconforto no palamento.

O primeiro a questionar a decisão foi o vereador Rodrigo Guedes (PSC) contabilizando que somente dentre as matérias indicadas por ele, ao menos 13 poderiam ser apresentadas para a votação.

Em seguida o vereador Amom Mendel (sem partido) questionou a realização de reunião da Mesa Diretora que, conforme fala do vereador Wallace Oliveira (Pros), que presidia a sessão naquele momento, teria definido que não haveriam projetos em pauta. Por ser corregedor, e por isso compõe a Mesa Diretora: “não tomei conhecimento de reunião alguma”.

Wallace voltou atrás e disse que havia se equivocado quando na verdade que houve foi uma conversa entre alguns membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Minutos depois, agora com o vereador Diego Afonso (União Brasil) presidindo a sessão, Mendel voltou a questionar sobre a falta de pauta e Diego foi incisivo: “não terá pauta”.

Líder do governo e membro da CCJ, o vereador Marcelo Serafim (sem partido) disse que a decisão foi conversada com os membros da comissão que precisavam de mais tempo para organização das pautas para que essas fossem mais igualitárias para todo o parlamento. Serafim não perdeu a oportunidade de cutucar os oposicionistas.

“Todas as semanas temos dois dias de pauta. Havia a necessidade de dar uma organizada. Tem vereador que apresenta muito projeto e acaba que vereadores que apresentam pouco projetos estão sendo preteridos na pauta. Eu lamento que alguns colegas tentem colocar de forma vexatória para Câmara, sendo isso um ato puramente de organização interna, mas que é indicado como a falta não trabalho”, disse o governista.

O vereador Capitão Carpê (Republicanos) foi à tribuna reforçar a necessidade de votação das pautas. Segundo ele, falar é importante, mas “não há nada mais importante sobre a ordem do Dia”. O parlamentar colocou a equipe à disposição da CCJ para organização de relatórios.

"A população cobra da gente, [falando:] 'nossa, você entrou com tanto projeto de lei mas quantos foram aprovados?' e se faz necessário que esses projetos de lei possam ser deliberados e passar pelas diversas comissões. Entendemos que a CCJ tem sim se debruçado sobre os projetos, mas penso que algumas coisas não podemos abrir mão, entre elas, a Ordem do Dia", declarou Carpê.

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