Arquiteto autor de obras icônicas como o estádio Vivaldo Lima, o Campus da Universidade Federal do Amazonas e a sede da Suframa, morreu vítima de Covid-19
(Foto: Arquivo AC)
O mineiro mais conhecido como o arquiteto da Amazônia, Severiano Mário Porto, faleceu aos 90 anos de idade nesta quinta-feira (10), por volta das 11 horas, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Ele era natural de Uberlândia, Minas Gerais. A Superitendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) lamentou a morte do arquiteto em um comunicado oficial nas redes sociais.
O sepultamento do arquiteto será amanhã, às 13 horas, no cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ). Devido à situação de pandemia, o velório será reservado apenas à família.
Severiano Mário Porto é mais conhecido como arquiteto da Amazônia, por ser autor de um modelo único de arquitetura amazônica e sustentável. Ele unia técnicas desenvolvidas por ribeirinhos e caboclos com as mais modernas e inovadoras criações da arquitetura.
ARQUITETO DA AMAZÔNIA
Ele foi responsável por projetos importantes para o Amazonas como, por exemplo, o Estádio Vivaldo Lima (1970); a sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (1971); o Campus da Universidade Federal do Amazonas (1973); a Pousada na Ilha de Silves, nos anos 1979 e 1983, além do Centro de Proteção Ambiental de Balbina (1983).
Nascido em Uberlândia, Minas Gerais, ele muda-se com a família para o Rio de Janeiro, aos cinco anos de idade, quando seu pai funda o Colégio Brasil América. Severiano Mário Porto forma-se na Faculdade Nacional de Arquitetura - FNA, da Universidade do Brasil, em 1954.
No ano de 1963, ele viaja a turismo para Manaus, onde é convidado pelo governador do Estado do Amazonas, Arthur Cezar Ferreira Reis (1908 - 1993) - pai de um colega do Colégio Brasil América -, a realizar a reforma do palácio do governo, 1965, e o projeto da Assembléia Legislativa do Estado, 1965.
No período em que permanece em Manaus para o desenvolvimento desses projetos, que não se concretizam, Severiano Porto recebe outras encomendas e então muda-se para a cidade, em 1966. Em Manaus, Severiano também exerceu a função de professor de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Tecnologia da Universidade do Amazonas, de 1972 a 1998.
Depois de 36 anos vivendo em Manaus, o arquiteto retornou ao Rio de Janeiro, e transferiu o escritório para Niterói, onde morava desde então.