CORONAVÍRUS

Primeira indígena confirmada com Covid-19 atua como agente de saúde no AM

A jovem de 20 anos atua como Agente Indígena de Saúde (AIS) na região de Santo Antônio do Içá, no DSEI do Alto Solimões. Confirmação põe em alerta saúde de aldeias indígenas da região amazônica

Portal A Crítica
01/04/2020 às 14:26.
Atualizado em 22/03/2022 às 16:38

(Foto: Divulgação)

A primeira indígena confirmada com o novo coronavírus (Covid-19) atua como agente de saúde no interior do Amazonas. A jovem de 20 anos faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Alto Rio Solimões, em Santo Antônio do Içá (distante 1,2 mil quilômetros de Manaus) e atua como Agente Indígena de Saúde (AIS). A informação foi confirmada pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Conforme o Ministério da Saúde, a profissional é uma das pessoas que tiveram contato com o médico que havia sido diagnosticado com a doença após retornar de férias. Desde o dia 25 de março, o médico e todas as pessoas contactadas por ele, incluindo-se 12 pacientes indígenas e 15 integrantes da equipe de saúde estão em isolamento e sendo assistidos pela Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena do DSEI Alto Solimões. Dos 27 testes feitos, apenas a jovem testou positivo para o COVID19.

Ainda segundo a Sesai, até o momento, a profissional encontra-se sem quaisquer sintomas da infecção. Seus familiares também se encontram assistidos e em isolamento.

“As ações de vigilância das Síndromes Gripais e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves na região também já foram intensificadas. As pessoas que tiveram contato com a indígena já estão sob atenção e os 07 testes aplicados estão sendo enviados ao Laboratório Central em Manaus por avião”, disse a secretaria por meio de nota.

A secretaria destacou que a detecção do problema e as ações empreendidas fazem parte das atividades que a Sesai e os 34 Distritos Sanitários Especiais produzem, atualizam e aplicam constantemente a partir de deliberações do comitê de crise, portarias, informes técnicos, relatórios, recomendações e protocolos de manejos clínicos e do Plano de Contingência Nacional para Infecção do Coronavírus.

“A Sesai permanece atenta e trabalhando para atender aos mais de 800 mil indígenas aldeados e presentes em todo o Brasil. Desde janeiro de 2020, mesmo antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), uma série de documentos técnicos para que os povos indígenas, gestores e colaboradores devem adotar para ajudar a prevenir, combater e tratar a infecção pelo Coronavírus (COVID-19)”, finalizou a nota da secretaria.

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