Quinta-feira, 29 de Outubro de 2020
PASTORA E DEPUTADA

Testemunha diz à polícia que casa de Flordelis tinha rituais com sangue e sexo

A testemunha, que morou durante cinco anos na residência da parlamentar no final dos anos 90, relata que a rotina da casa envolvia rituais secretos com uso de sangue, nudez e até mesmo sexo



policia-diz-que-deputada-flordelis-foi-mandante-da-morte-do-marido-jno_CC11DEE7-04DB-41F6-AC31-31934FBF0911.jpg Pastor Anderson do Carmo e deputada Flordelis (Foto: Reprodução)
25/08/2020 às 12:06

Uma testemunha ouvida por policiais durante a investigação da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da Deputada Federal Flordelis deu detalhes chocantes sobre o dia a dia na casa do casal de religiosos. O jornal Extra publicou hoje trechos do depoimento da testemunha que aconteceu no dia 2 de setembro do ano passado na Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá.

O homem, que morou durante cinco anos na residência da parlamentar no final dos anos 90, relatou a polícia que a rotina da casa envolvia rituais secretos com uso de sangue, nudez e até mesmo sexo.  Ele foi ouvido no inquérito que apura a morte do pastor, e afirmou considerar que participava de uma verdadeira seita e disse ainda chegou a manter relações sexuais com Flordeliz.



Sexo para purificar

A testemunha contou aos investigadores que ao chegar na casa teve que fazer um “ritual de purificação”, sendo obrigado a ficar isolado em um quarto por sete dias. Nesse período, tinha que vestir roupas brancas e alimentava-se apenas de arroz e legumes. O homem contou que em determinado dia, Flordelis foi sozinha ao quarto onde ele estava e eles fizeram sexo. Segundo o homem, depois daquele dia, ele e a deputada transaram outras vezes.

“O declarante se recorda que aquilo lhe causou um efeito como se fosse mágico, pois considerava que havia tido relações praticamente com um ser divino, pois era assim que Flordelis se apresentava”, diz trecho do depoimento.

Escrita com sangue

O homem contou aos policiais que presenciou a realização de um ritual no qual Flordelis solicitou a alguns filhos que cortassem a mão com uma pequena faca e escrevessem com o sangue salmos da Bíblia. Naquela época, segundo a testemunha, a pastora abrigava cerca de 30 crianças em sua casa e os mais velhos ajudavam a cuidar dos menores e a fazer as tarefas domésticas.

Ritual com pastor nu

O homem ainda revelou à polícia que em certa ocasião, quando a família se mudou para uma casa em Jacarepaguá,  teve autorização para participar de um ritual no qual antes sua participação era vetada. Segundo ele, na ocasião o pastor Anderson fico pelado, no centro de um círculo feito a giz. Flordelis então iniciou uma espécie de reza no qual oferecia Anderson como oferenda.

O Ministério Público estadual recebeu informações anônimas das práticas que existiam na casa de Flordelis no Jacarezinho. Em duas delas, as denúncias eram de que a deputada fazia rituais de magia negra. As informações foram encaminhadas para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá.

Acusações graves

A testemunha fez ainda sérias acusações contra Anderson e Flordelis. O homem contou que após uma adolescente ter recém-chegado na casa da pastora, Anderson pediu a Flordelis autorização para se relacionar sexualmente com a jovem. “Diz que Flordelis autorizou e de fato ocorreu por vezes. No entanto, a jovem não gostava dessa situação, mas obedecia o que era determinado por Flordelis”, diz trecho do depoimento. O homem ainda relatou que Flordelis recebia pastores estrangeiros em sua casa e uma das filhas era oferecida sexualmente para eles.

Em 2000, quando já namorava a atual esposa, o homem resolveu sair da casa de Flordelis. Ele contou à polícia que quando a sua mulher teve conhecimento do que ocorria na casa da deputada, fez uma denúncia à Convenção de Ministros das Assembleias de Deus do estado do Rio.

Entenda o caso

O inquérito da Polícia Civil que investiga o assassinato do pastor Anderson do Carmo concluiu que a mandante do crime foi a esposa dele, a deputada federal Flordelis. De acordo com o delegado Allan Duarte, na primeira fase da investigação foi identificado como executor o filho biológico da deputada, Flávio dos Santos Rodrigues. O filho adotivo do casal, Lucas César dos Santos, foi apontado como a pessoa que comprou a arma utilizada no assassinato.

Na segunda fase da apuração, ainda segundo o delegado, novas provas e ações de inteligência constataram que Flordelis foi a mandante do homicídio. A investigação aponta como motivação principal a disputa de poder entre o casal e a emancipação financeira dela.

Flordelis foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. Cópia do inquérito será encaminhado à Câmara dos Deputados para a adoção de medidas administrativas. 

O pastor Anderson do Carmo foi assassinado no dia 16 de junho do ano passado, dentro da própria casa, no bairro Badu, em Niterói. Na ocasião, Flordelis relatou que o pastor teria sido morto durante um assalto, após o casal ter sido seguido por elementos suspeitos em uma moto. Ele foi atingido por tiros na garagem, quando retornou ao carro para buscar algo que tinha esquecido.

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