Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
MORTE

Agente penitenciário esfaqueado no Compaj morre, diz irmão da vítima

Alexandro Rodrigues Galvão, 37, foi encaminhado em estado grave para o Hospital Delphina Aziz, mas morreu a caminho da unidade médica



agente_73BE520E-F696-4DEE-954E-C82F6464CAEC.JPG Alessandro Rodrigues Galvão, 36. Foto: Divulgação

O agente penitenciário Alexandro Rodrigues Galvão, 37, chegou morto no Hospital Delphina Aziz, na Zona Norte de Manaus, após ser esfaqueado neste sábado (1°) no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). A informação foi confirmada por uma técnica de Enfermagem que atua na unidade médica.

O irmão da vítima, Raimundo Galvão, de 41 anos, informou que a família ficou sabendo do ocorrido por meio de uma amiga que trabalha no Compaj. Ainda segundo ele, os presos levaram Alexandro para dentro da cela e o esfaquearam.



"Estava na minha casa quando uma amiga avisou o que aconteceu. Ela sugeriu que o meu irmão viria para o Delphina, então nos encaminhados para cá [Compaj]. Ela contou para gente que os presos pegaram meu irmão, covardemente, dentro da cela e o furaram. Na hora, eu pensei que tinha sido fatal mesmo", disse Raimundo.


Irmão da vítima, Raimundo Galvão, de 41 anos, durante entrevista concedida à imprensa

O irmão relatou que o agente trabalhava no Compaj há 4 anos e nunca tinha tido problemas com os detentos. "Ele gostava de trabalhar lá e nunca o vi reclamando. O meu irmão também não nos falava que sofria ameaças dos presos, ele trabalhava de forma tranquila", destacou.

A família do agente aguarda saber de fato o que aconteceu, porque o sentimento, segundo o irmão, é de profunda tristeza. "Até agora, eu estou querendo entender o que de fato aconteceu, porque ele foi esfaqueado durante o horário de visita. O meu irmão era um excelente pai e tinha dois filhos muito apegados", lamentou. Alexandro Rodrigues Galvão deixa esposa e dois filhos, um de 2 anos de idade e outro de 20 anos.

Em nota, a Umanizzare Gestão Prisional, responsável pela gestão do Compaj, confirmou a morte do agente de ressocialização que estava em serviço e afirmou que, neste momento, presta toda assistência à família da vítima.

Ainda de acordo com empresa, o ato foi isolado e a unidade prisional está sob  controle e, neste momento, com reforço policial. A empresa acrescenta, também, que irá colaborar com todo o processo de averiguação feito pela Secretaria de Segurança (SSP-AM) e pela polícia.


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