Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
ESCOLA DE SAMBA

Atual presidente da Vitória-Régia é reeleito para mandato de três anos

Com 119 votos a Chapa 01 (‘’Amor, trabalho, superação e transparência’’), do atual presidente da escola, Orandle de Albuquerque Redman (o Didi), foi reeleita



ai_vitoria_46AC0ADB-647A-45AD-BD80-7B327515F0A3.JPG A escola de samba representa o bairro Praça 14. Foto: A Crítica
05/05/2019 às 18:54

Conhecida como “Berço do Samba”, a comunidade da Escola de Samba Vitória Régia, do bairro Praça 14, escolheu a nova diretoria neste domingo (5). Com 119 votos a Chapa 01 (‘’Amor, trabalho, superação e transparência’’), do atual presidente da escola, Orandle de Albuquerque Redman (o Didi), foi reeleita para um novo mandado de três anos (2019-2022).

A Chapa 03 (‘’Resgate da comunidade’’), encabeçada por Darlan Braga, ficou em segundo lugar com 75 votos e, por fim, a Chapa 02 (‘’Unidos somos mais fortes’’), liderada por Rosana Vieira, terminou em terceiro com 51 votos. Ao todo, 245 eleitores, entre associados conselheiros, foram às urnas escolher a nova diretoria da Vitória-Régia. A eleição aconteceu na quadra da escola, na zona Sul de Manaus.

Emocionado, o presidente reeleito Didi Redman, também conhecido como ‘’Mestre Didi’’, comentou que o caminho até a vitória foi árduo e carregado de ataques. ‘’Fomos muito atacados pela nossa cor [tanto ele quanto o vice são negros], mas agora estamos prontos a dar o nosso melhor porque essa escola não é nossa, ela pertence à comunidade’’, disse ele, ao lado do vice-presidente, José Ribamar Ramos.

Dias antes das eleições, um impasse envolvendo uma leva de novos associados aptos a votar na Escola de Samba Vitória-Régia agitou os bastidores da eleição. A Chapa 01, do presidente reeleito, foi acusada pelas duas chapas adversárias de ter cadastrado familiares, amigos próximos e seus parentes como sócios contribuintes sem ter obedecido os ritos previstos no estatuto interno da escola.

De acordo com o candidato da Chapa 03, Darlan Braga, conforme o estatuto, os novos sócios contribuintes deveriam estar quites com a tesouraria 90 dias antes do pleito para ter direito a votar.

‘’Os ritos que regem nosso estatuto não foram obedecidos. Por isso, a Chapa 03 não aceita esse [novo] quadro de associados contribuintes. Agora estamos aguardando a decisão judicial anulado os votos dos contribuintes’’, disse Braga, assim que o resultado foi divulgado no final da tarde de ontem.

O outro lado

Procurado pela reportagem ainda na véspera da votação, a Chapa 01 comentou, por meio do advogado da Verde-e-Rosa, Ulisses Soares, que o edital para novos associados foi publicado em julho do ano passado e ficou aberto até setembro. E que os 286 novos associados mais os 28 novos conselheiros foram registrados antes do dia 4 de fevereiro desse ano, ou seja, dentro do prazo de 90 dias estabelecido pelo estatuto da escola. Assim sendo, todos estavam aptos a votar.

''As chapas adversárias não queriam que os novos associados votassem, mas não disseram nada a respeito dos novos conselheiros. Os novos sócios só não podem encabeçar chapas, mas podem votar normalmente. Até porque não há nada no estatuto da escola que proíba que parentes consanguíneos do presidente se tornem sócios. Qualquer pessoa pode se tornar um associado da escola quando abre o edital, basta ter amor pela Vitória-Régia'', disse.

De acordo com Soares, o pleito só seria suspenso caso houvesse uma liminar do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o que não ocorreu. 

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Repórter do caderno de Cidades - Jornal A Crítica

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