Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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COBRANÇA

Ciclistas fazem 'Pedalada de Aniversário' cobrando ciclovia Boulevard-Ponta Negra

O objetivo do protesto foi cobrar da Prefeitura de Manaus a ciclovia anunciada em 2013 e que teria 14,6 quilômetros de extensão. Até agora, só o trecho da Marina do Davi foi entregue


14/04/2019 às 11:44

Ciclistas de diversas entidades realizaram na manhã deste domingo (14), o ato  “Pedalada de Aniversário da promessa ’Ciclovia Boulevard – Ponta Negra’”. O objetivo foi cobrar da Prefeitura de Manaus a Ciclovia Boulevard-Ponta Negra, obra anunciada em 2013 e que teria 14,6 quilômetros de extensão, começando no encontro das avenidas Duque de Caxias e Álvaro Botelho Maia, na Zona Centro-Sul, passando por vias como a avenida Brasil e Coronel Teixeira até chegar à Marina do Davi, na Ponta Negra, Zona Oeste. Só o trecho da Marina do Davi foi entregue, o que revolta ciclistas que reividicaram vias organizadas e seguras para sua locomoção.

O protesto foi organizado pelo coletivo “Massa Crítica Manaus” e teve concentração a partir das 8h no viaduto do Boulevard Álvaro Maia com avenida Constantino Nery e, em outro ponto, na avenida Coronel Teixeira (em frente à Igreja da Restauração), em direção à Ponta Negra, pela avenida Brasil, na Zona Oeste.

“É uma obra que foi anunciada, planejada, licitada desde 2013, ou seja, há quase seis anos, e estamos tentando a conclusão dela por meio de um diálogo com o poder público. É uma obra muito importante porque tem a questão da mobilidade urbana, principalmente, porque ela passa pela avenida Brasil, por bairros muito populosos, com uso frequente da bicicleta, e interliga à Ponta Negra, que é o acesso democrático ao cartão-postal manauara. Infelizmente, ainda não há uma alternativa segura para você ir de bicicleta”, disse o ciclista urbano Leonardo Aragão, voluntário do “Massa Crítica Manaus” e coordenador  da ong “Amazônia pelo Transporte Ativo (APTA) . “A ciclorota do Centro está abandonada”, ressalta ele.

Ala feminina

As ciclistas urbanas Cláudia Valente de Oliveira, 51, e Bianca Weiss Albuquerque, 32, representaram a ala feminina que reivindica a Ciclovia Boulevard-Ponta Negra. Ambas integram o coletivo ‘Guaribikers’ e participaram do ato destacando o dia a dia profissional e os benefícios da ciclovia.

“Infelizmente o poder público só age quando é pressionado. Sabemos que há condição de fazer e há uma demanda muito grande de pessoas que usam a bicicleta na cidade e que enfrentam perigos gigantescos diariamente. Já sofri acidentes, inclusive duas vezes por ônibus. O trânsito está cada vez mais caótico”, destaca Cláudia, que é funcionária pública e se desloca de bike diariamente do bairro de Flores, na Zona Centro-Sul, até o trabalho no Shopping Vianorte, no Monte das Oliveiras. “Faço tudo de bicicleta: vou à feira, ao Centro, etc”, pontua ela.

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Integrante da “Pedalada”, a bióloga Bianca Weiss Albuquerque, 32, nasceu em Cuiabá, cidade onde há dois anos foi construída uma ciclovia que liga parte da capital mato-grossense à estrada da Chapada dos Guimarães, num percurso muito utilizado por pessoas trabalhadoras que simplesmente utlizam a bicicleta como meio de transporte. Quando chegou a Manaus ela encontrou realidade completamente diferente.

 “Moro há sete anos em Manaus e me desloco de bicicleta da avenida Grande Circular, onde moro, para fazer meu doutorado no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia),pela alameda Cosme Ferreira, num percurso que dá em torno de 4 quilômetros. Já passei por várias situações no trânsito da cidade seja por motoristas de ônibus que não tem educação quanto à distância que se deve ter com o ciclista, ou com motoristas que acham que devemos andar pela calçada. Tenho certeza que a ciclovia seria uma melhoria para a cidade e para a própria mobilidade urbana. Manaus tem dois milhões de habitantes e sabemos que a saúde melhora, o trânsito melhora, o meio ambiente totalmente. Não entendo como a cidade não foi projetada para ter ciclovia”, questiona a bióloga, que já sofreu acidentes por conta das vias esburacadas e sem sinalização.

“Por três vezes eu quase fui jogada para a calçada por ônibus. A educação no trânsito é péssima. O motorista não tem que ficar buzinando para o ciclista, pois isso assusta”, destaca a cuiabana.

Outro lado

Em nota enviada para a redação de A CRÍTICA sobre a ciclofaixa cobrada pelos ciclistas, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Manaus informou que o projeto foi readequado e será contemplado no novo plano de obras do Município, que teve início a partir da construção do complexo viário na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul da capital.

Em um trecho da publicação, a Prefeitura informa “Além de importantes intervenções viárias, o pacote também contempla recapeamentos, drenagens, dragagens e o fortalecimento dos projetos em modais alternativos, com novas ciclofaixas e ciclovias. Esta semana (passada), o presidente da Caloi e vice-presidente da Abraciclo, Cyro Gazola, esteve reunido com a equipe técnica do Município para alinhar as propostas que já vêm sendo debatidas junto a grupos da capital, como o Pedala Manaus”.

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