Domingo, 16 de Fevereiro de 2020
RECURSO

Empresa amazonense dá lance de R$ 120 milhões pelo Tropical Hotel

A Nyata  –  Soluções em Pagamentos pretende reabrir o espaço que está sem receber hóspedes desde maio deste ano. A homologação da compra pode ocorrer em até 20 dias



tropical_6B3681CF-54A4-4437-BBBB-70CB230A78DA.jpg Foto: Divulgação
17/12/2019 às 10:16

O leilão do Tropical Hotel foi realizado nessa segunda-feira (16) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e teve como principal lance a empresa amazonense “Nyata  –  Soluções em Pagamentos”. Com R$ 120 milhões de lance inicial, a homologação da compra pode ocorrer em até 20 dias.

O edital previa que a empresa participante do leilão deveria depositar a caução (garantia legal) equivalente a 5% do valor total estimado para o imóvel, totalizando R$ 6 milhões, por meio de depósito judicial até o dia 12 de dezembro. Contudo, a garantia não foi depositada pela empresa que ofereceu o lance.



De acordo com o Henrique Oliveira, do departamento comercial da empresa Nyata, a empresa realmente não depositou o adiantamento, mas a medida foi salientada no processo do leilão. Agora, segundo ele, resta esperar a decisão do juiz responsável que determinou 20 dias para homologar ou não a compra. "Estamos confiantes. Fizemos o lance e estamos aguardando a resposta".

A empresa Nyata comentou, por meio da assessoria de imprensa, que pretende reabrir o espaço. "Ainda é cedo para informar exatamente os planos, mas uma das ideias é reabrir o hotel".

Entenda

O hotel de luxo que já recebeu reis, príncipes, celebridades internacionais, presidentes e comitivas de Estado parou de receber hóspedes em maio deste ano depois da interrupção no fornecimento de energia elétrica devido a dívidas de mais de R$ 8 milhões com a Amazonas Energia.

Em julho deste ano, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) anunciou o leilão do hotel, avaliado em R$ 60 milhões. Com a venda, o TRT11 buscava ressarcir direitos trabalhistas, além de pagar outras dívidas. Todavia, por divergências no valor da avaliação, o desembargador David de Mello Júnior suspendeu o procedimento.

“Pela lei falimentar todos os credores devem receber em igualdade de condições. Conseguimos suspender o leilão e a avaliação estava muito abaixo do valor. A proposta que consta nos autos é, aproximadamente, 60 ou 65% do valor de avaliação e, provavelmente, se não tiver outra oferta acima desse valor, o juiz deve homologar o leilão aceitando a proposta de R$ 120 milhões”, afirmou o advogado.

Repórter

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