SEM QUERER

Ex-primeira-dama Edilene diz que obstruiu investigação por falta de orientação

Investigada no processo da Maus Caminhos, a empresária é acusada de ter violado boxes e levado caixas de cera assim obstruindo a investigação

Larissa Cavalcante
06/08/2019 às 16:13.
Atualizado em 22/03/2022 às 18:10

(Foto: Jair Araújo)

Terceira a ser interrogada nesta terça-feira (6) no processo oriundo da Operação Manaus Caminhos, que investiga esquema de desvio de recursos milionários da Saúde do Estado, a ex-primeira-dama Edilene Oliveira, acusada de obstruir investigações, afirmou que se dirigiu a uma empresa de guarda-volumes por falta de orientação da Polícia Federal.

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a esposa do ex-governador José Melo, também réu no processo, era proprietária de dois boxes em uma empresa de guarda-volumes, onde estariam provas materiais para o andamento do processo. O MPF sustenta que a empresária do ramo de depilação não costumava ir ao local, mas, no dia 23 de dezembro de 2017, um dia depois do cumprimento de mandado de busca e apreensão por parte da Polícia Federal em sua residência, ela esteve no local, segundo a própria, para a retirada de cera.

Segundo a ex-primeira-dama, ela não tinha conhecimento de que as chaves estavam com a PF por já ter perdido três vezes. “Não tinha como eu saber que não poderia ir lá. Não fui orientada e nem sabia que a PF ia. Eu precisava da matéria-prima”, declarou em depoimento. A ação de Edilene e de outras duas pessoas foram registradas pelas câmeras de vigilância da empresa, que fica localizada na Zona Leste de Manaus.

Sobre a quantidade de caixas que levou do local, Edilene explicou que costumava a cada 4 meses comprar uma tonelada de cera por conta da demora no transporte rodoviário. “Antes comprava só 200 quilos. A medida que foi aumentando [a demanda], eu tive que aumentar a compra por conta da diferença no tempo do transporte rodoviário. Normalmente eu ou meu funcionário, cadastrado, que iam retirar a cera”, afirmou a empresária, acrescentando que atualmente não possui mais os boxes, devido à ausência de recursos, e que a quantidade de cera que compra, atualmente, é bastante inferior em relação a de 2017 e que é armazenada na cozinha de sua casa, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Os últimos réus a serem ouvidos hoje serão o ex-secretário executivo do Fundo Estadual de Saúde, José Duarte Filho, e a ex-servidora da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, Keytiane Almeida.  

Amanhã, na quarta-feira (7), às 9h, a juíza federal Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara da Justiça Federal, responsável pelo processo, interrogará José Melo e os ex-secretários Pedro Elias, Raul Zaidan, Wilson Alecrim e Afonso Lobo. De acordo com a defesa do ex-governador, ele será o último a prestar depoimento. As audiências poderão continuar nos outros dias caso seja necessário.

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