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Manaus
MORTE

Família acusa ex-namorado de amiga de ser mandante da morte de lutadora

Eduardo de Alencar Navegante, 22, foi um dos três presos por suspeita de envolvimento no crime. Segundo familiares da vítima, Patrícia havia o denunciado por agredir a sua amiga 28/01/2019 às 18:36
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Lutadora de jiu-jítsu Patrícia da Cunha Leite, 26. Foto: Divulgação
Izabel Guedes Manaus (AM)

A família da lutadora de jiu-jítsu Patrícia da Cunha Leite, 26, assassinada no último fim de semana, acusa Eduardo de Alencar Navegante, 22, de ter sido o mandante do crime. De acordo com os familiares, ele e Patrícia tiveram alguns desentendimentos pelo fato de uma amiga dela, então namorada de Eduardo, ser maltratada e agredida por ele enquanto namoravam. Ontem, no velório da jovem, que aconteceu em uma igreja evangélica no bairro São Lázaro, Zona Centro-Sul de Manaus, os familiares estavam revoltados com a situação e disseram que ela já vinha sofrendo ameaças.

Eduardo foi um dos três presos por suspeita no envolvimento do crime, apontado pela polícia como latrocínio. Ontem as prisões dele, de Carlos Abraão Rodrigues Farias, 19, e de Ronaldo Borges Silva, 32, foram convertida em preventivas. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada à tarde e, segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), os suspeitos permanecerão presos enquanto prosseguem as investigações. Um quarto envolvido ainda não foi encontrado.

Irmã de patrícia, Maiane Cunha, 22, disse que após o ocorrido soube que Eduardo vivia passando em frente da casa da atleta e que a irmã não era envolvida com o tráfico de drogas. “Ela não era metida nisso. Tem muita história sendo dita por aí que não é verdade. Ela não tinha desavença com ninguém. A única situação era essa, por isso a gente acredita nisso. Que foi ele, porque ele já vinha fazendo ameaças”, disse, durante o velório.

A jovem estava no local do crime com outras testemunhas e relatou que os quatro envolvidos chegaram encapuzados e armados no local pedindo celular de todo mundo, mas a todo o momento perguntavam quem era a Patrícia. “Pegaram o celular de todo mundo, mas sempre perguntando ‘cadê ela? cadê a Patrícia?’ e ninguém dizia nada, mas um deles reconheceu ela pela tatuagem e atirou na minha irmã. Esse Eduardo estava lá, não foi ele que atirou, mas algumas pessoas reconheceram ele pelo bigode que estava aparecendo. Isso não foi o assalto, foram lá para matar ela”, relatou. 

O corpo de Patrícia seria levado na noite de ontem para o município de Tefé, a 643 quilômetros da capital, onde a mãe e os demais familiares da jovem moram, para ser enterrado.

Sobre a acusação da família, a reportagem tentou saber detalhes do depoimento dos envolvidos para saber o que teria motivado o crime, mas nenhuma informação foi repassada ou confirmada pela polícia, que também não fez a apresentação dos envolvidos à imprensa e nem deu mais detalhes sobre o caso.

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