Pais da vítima, morta em setembro, convocaram uma coletiva de imprensa para anunciar a recompensa
(Foto: Junio Matos)
Sigilo total e absoluto e mais R$ 40 mil: essa é a oferta que a família do sargento do Exercito Lucas Ramon Guimarães está oferecendo para quem indicar o paradeiro do pistoleiro que no dia 1 de setembro executou o militar com três tiros na cabeça. De acordo com os pais da vítima, Livânia Maria da Silva e Marcelo Marques Guimarães, a oferta será nacionalizada, pois há suspeita de que o assassino tenha sido contrato de outros estados.
O anúncio da oferta foi feita na manhã desta sexta-feira (12), em entrevista coletiva com a presença dos pais e do advogado Iury Albuquerque. Ambos afirmaram, com certeza, que os mandantes do crime já estão identificados, se referindo ao casal de empresários Joadson Agostinho e Jordana Azevedo, faltando apenas o executor.
“Por mais que saibamos quem é o mandante desse crime, é importante que encontremos executor para que a justiça completa aconteça”, disse o advogado. A mãe, que classificou o crime contra Lucas como brutal e planejado, disse que a intenção da família é ajudar nas investigações.
“O que nós queremos é que a população nos ajude a identificar e localizar o assassino do Lucas. Nós já sabemos bem quem são os mandantes,” apelou à mãe.
A mãe destacou que a família de Lucas é simples, mas se reuniu para conseguir o valor da recompensa para dar a quem de fato quiser ajudar nas investigações. “Primeiro nós acreditamos na justiça do céu, temos a certeza do que vamos conseguir a justiça divina, mas temos que buscar a justiça da terra também e é isso que estamos buscando de forma lícita”, disse.
Muito emocionado, o pai de Lucas disse que o filho foi executado por motivo torpe e que os mandantes são tão criminosos como aquele que executou o crime. “Eles mataram o meu filho de maneira covarde e safada. Ele (o mandante) fez a coisa de maneira mais vil. Eles achavam que não ia ter nenhuma repercussão, e o mais grave de isso tudo, se isso não for combatido vai acontecer novamente”, disse Marcelo.
O pai questionou o fato de o casal suspeito ter sido colocado em liberdade porque tem dois filhos. “E o meu filho? E os meus netos? A filha que vai nascer quem é o pai?”, disse Marcelo.
“Quem fez isso é um bruto, um primata”, concluiu Marcelo chorando. De acordo com o advogado a oferta da recompensa será nacionalizada. É provável que o executor não seja do Amazonas e a procura já está sendo feita por outros estados.