Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
MEDIDAS

Força-Tarefa Nacional irá treinar agentes penitenciários do AM, diz governador

Wilson Lima também anunciou que mais vinte detentos suspeitos de ordenarem as mortes ocorridas em presídios serão transferidos nesta quarta-feira



WhatsApp_Image_2019-05-28_at_15.32.55_493A0E39-FAEA-463C-A77F-8D98314408FD.jpeg (Foto: Cláudio Heitor / Secom)
28/05/2019 às 17:31

Os agentes da força-tarefa de Intervenção Penitenciária que  foram designados para o Amazonas irão treinar os agentes que já atuam no estado. Até sexta-feira, serão ao menos 100 agentes especiais atuando no Estado, após acordo firmado entre Sérgio Moro e o governador Wilson Lima .

A informação foi dada pelo governador Wilson Lima durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (28), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Avenida André Araújo.  Na ocasião, ele também anunciou a transferência de mais vinte supostos mandantes das mortes ocorridas para presídios federais. Nesta terça-feira, nove já foram levados do Amazonas para outros Estados. 



"Esses agentes que vêm também são capacitados para  treinar e qualificar o nosso pessoal, de modo que os grupos do Estado que atuam em situações de crise no sistema prisional possam ficar mais preparados caso esse tipo de situação volte a ocorrer", comentou o governador.

Segundo Lima, a situação ocorrida no domingo (26) e na segunda-feira (27), apesar da grande quantidade de mortos, poderia ter sido pior. "O nosso grupo de Intervenção Penitenciária, criado pela nossa gestão no início do ano, teve uma resposta imediata, chegando ao presídio em apenas 3 minutos e controlando a situação em 45 minutos", disse

"Em comparação com a rebelião de 2017, quando o Choque demorou cerca de duas horas para chegar até o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a resposta dada pelos nossos agentes foi imediata, evitando assim uma tragédia que poderia ser ainda maior do que infelizmente estamos lidando", destacou Wilson Lima.

Quanto as quarenta mortes ocorridas na manhã de segunda feira em quatro unidades prisionais - Compaj, Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e Unidade Prisional do Puraquequara, Wilson Lima disse que, após controlados os motins de domingo, quando os presos retornaram as celas, devido a existência de um racha dentro de uma facção criminosa, não havia como identificar quem estava ameaçado de morte. 

"Tínhamos os presos nas celas mas não havia a confirmação dos mandantes e dos jurados de morte. Após identificados esses mandantes, separamos cerca de 200 presos que estavam possivelmente ameaçados e já transferimos 9 detentos que seriam os líderes para presídios federais. Já estamos autorizados pelo ministro Sérgio Moro a transferir nesta quarta-feira (29) mais 20 supostos mandantes", disse.

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Repórter de A Crítica

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