Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
PRAZO

Fornecimento de energia em Manacapuru e Iranduba deve retornar até o fim da semana

Informação foi divulgada pelo diretor-presidente da Amazonas Energia. Concessionária ainda não identificou problema nos cabos subaquáticos e vai reativar usina reserva até o retorno total do fornecimento de energia



cabo_B282C651-8315-48F4-AC9D-454A6F1CE63E.JPG diretor-presidente da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa. Foto: Euzivaldo Queiroz
22/07/2019 às 11:26

O fornecimento de energia nos municípios de Manacapuru e Iranduba deve ser normalizado por completo até o final desta semana, segundo a Amazonas Energia. Os municípios, distantes 99 e 29 quilômetros de Manaus, respectivamente, estão sem o serviço desde o início da tarde dessa sexta-feira (19). O caso provocou protestos nos municípios no último fim de semana.

Durante coletiva de imprensa, realizada na manhã desta segunda-feira (22), na sede da empresa, o diretor-presidente da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa, não citou uma data específica para que o fornecimento de energia volte por completo nos municípios, apenas informou que o prazo é até o fim desta semana.

Ele também explicou que o problema nos cabos subaquáticos, que provocou a falta de energia nos municípios, ainda não foi identificado. No entanto, a Amazonas Energia decidiu reativar uma usina de Iranduba para oferecer um serviço reserva para a população.

“Sabemos do transtorno gigante da falta de energia nos municípios. Mas nem tudo está sob domínio de nós, aconteceu uma falha no cabo subaquático que transporta a energia. O ponto que está com problema se encontra a 50 de metros de profundidade e mergulhadores já estão no local”, disse.

Para que a população não fique sem o serviço, o diretor-presidente afirmou que a empresa decidiu fazer um contrato com a Aggreko para que seja fornecido um sistema reserva. Ele também destacou que este sistema já está fornecendo energias para hospitais de Iranduba e Manacapuru.

“Na última sexta-feira, quando detectamos o problema, fizemos um contrato com a empresa Aggreko para reativar uma usina reserva e atingir 60 megawatts nessas cidades até o fim de semana. Hoje já temos uma parte pequena sendo atendida, dando prioridade ao sistema essencial, como hospitais e o sistema de água dos municípios. Não vamos depender de solucionar o problema do cabo, para que a população volte a ficar com energia”, explicou.

Sequelas de furto

O diretor-presidente da Amazonas Energia acredita que o furto de um cabo subaquático de 69 KV no Rio Negro, ocorrido em fevereiro deste ano, pode ter deixado sequelas e provocado a nova falha registrada na última sexta-feira (19).

"Os cabos são de alta qualidade, mas não devem ter problema em condições normais. Em fevereiro, tivemos uma ação de vândalos, que provocou um desligamento nestas mesmas cidades. Um curto-circuito aconteceu e pode ter deixado sequelas", afirmou Tarcísio.

Segundo o diretor-presidente, apenas quando os cabos forem retirados na água, será possível identificar o que de fato aconteceu com os materiais. "Estamos mergulhando para localizar os cabos, pois eles ficam paralelos com a ponte. Precisamos tirar (os cabos) para fora da água e assim decidir a atitude certa que vamos tomar", comentou.

Ressarcimento

Sobre os problemas da população das cidades de Iranduba e Manacapuru, que podem ser provocados com a falta de luz, a Amazonas Energia informou que ressarcimentos serão estudados com base nas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

"Em relação à conta de energia, os consumidores não serão cobrados por este período. Sobre possíveis ressarcimentos, estudaremos as medidas conforme a Aneel", disse.

Cabos aéreos na Ponte

Questionado sobre a sugestão da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados em fazer um cabeamento aéreo, utilizando a estrutura da ponte Rio Negro, o diretor-presidente destacou que a medida até seria possível, mas não com a utilização de cabos de grande intensidade de energia. A medida do Congresso Nacional foi noticiada nesta segunda-feira (22) pela coluna de opinião Pinga Fogo do A Crítica.

"Na semana passada, antes da falha nos cabos, estávamos avaliando a possibilidade de colocar cabos de energia na ponte, mas neste caso seria paliativo. Uma alternativa a ser estudada, mas não com cabos de grande intensidade", completou.

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