Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Defesa Civil iniciou trabalho de investigação para verificar se o número total de pessoas e casas atingidas é real Foto: Jander Robson
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MAGNITUDE

Incêndio no Educandos foi da mesma proporção de tragédia no São Jorge em 2012

Os números registrados no Educandos já são maiores. No entanto, Defesa Civil vai investigar veracidade das informações


18/12/2018 às 17:36

Números preliminares da Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBAM) apontam o incêndio que atingiu 600 moradias e 567 famílias no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus, como da mesma magnitude do registrado em 27 de novembro de 2012, na comunidade Artur Bernardes, no São Jorge, Zona Centro Sul. Subsecretário de Defesa Civil do Estado, Hermógenes Rabelo, afirmou que os números ainda podem ser atualizados para mais ou para menos já que agora o trabalho é de triagem e checagem da veracidade das informações fornecidas pelos cadastrados.

Em 2012, foram 496 casas destruídas e 545 famílias atingidas, segundo Hermógenes. Os números registrados no Educandos já são maiores, no entanto, é preciso ter cuidado na hora de dimensionar. “É da mesma magnitude do que aconteceu em 2012. Agora, nosso trabalho vai ser na checagem para a confirmação do que temos. Muitas pessoas se aproveitam da situação para tentar conseguir a ajuda do Governo sem ser vítima, por isso estamos reavaliando as informações”, explica o subsecretário.

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O trabalho de investigação começa a ser feito ainda nesta terça-feira (18) e, segundo Hermógenes, não deve demorar para ser finalizado. Com o registro preliminar de 567 famílias, chega a 2,2 mil a estimativa de pessoas atingidas pelo incêndio. O cálculo é feito com base na média regional de pessoas por família e foi adotado pela Defesa Civil do Estado para contabilizar, conforme a assessoria de imprensa do órgão. Inicialmente, o cálculo havia sido feito levando em consideração cinco pessoas, no patamar estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a quantidade de integrantes de uma família.

Segundo Hermógenes, em 2012, após o incêndio na comunidade a Artur Bernardes, a Defesa Civil do Amazonas conseguiu identificar fraudes nas informações fornecidas, por isso o procedimento padrão não pode ser descartado. “Nós já temos essa experiência e é comum que apareçam pessoas tentando se aproveitar. Por isso, não podemos descartar a necessidade dessa verificação até para sermos justos”, ressaltou.

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