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PRISÃO

Irmão de Omar Aziz, Murad Aziz se entrega na sede da Polícia Federal

Empresário era um dos alvos principais da operação Cashback, deflagrada na manhã desta quinta-feira, suspeito de lavagem de dinheiro e tráfico de influência 11/10/2018 às 15:14
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acritica.com Manaus

O empresário Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz, entregou-se à Polícia Federal no início da tarde desta quinta-feira. Ele era procurado desde a manhã de hoje e era um dos alvos principais da operação Cashback, deflagrada pela Polícia Federal. 

Murad era considerado foragido, pois não estava em casa no momento em que os agentes da PF foram à casa dele, no Parque das Laranjeiras, por volta das 6h da manhã. Por volta das 14h, ele apresentou-se espontaneamente na Superintendência do órgão, acompanhado de uma Advogada. Contra ele, havia um mandado de prisão temporária em aberto. 

Com a prisão de Murad Aziz, agora já são 11 mandados de prisão cumpridos. Outras cinco pessoas ainda estão sendo procuradas pela Polícia Federal. 

As investigações atribuem a Murad a prática de pelo menos dois crimes: lavagem de dinheiro e tráfico de influência. De acordo com o delegado federal Alexandre Teixeira, dentro da organização criminosa "existem pessoas que fazem os trâmites utilizando o poder político que detém. Alguns dos investigados vendiam influência e auferiam lucro que era retirado dessa atividade ilícita. A respeito deste investigado, encontramos indícios de que ele operava neste sentido, praticando tráfico de influência e lavagem de dinheiro", afirmou ele.

De acordo com informações que constam no inquérito 423, da Polícia Federal, Murad operava em conjunto com Jader Helker Pinto, que é suplente de vereador pelo PV. Em conversas que constam no inquérito, Jader e Murad cobram valores em dinheiro de uma empresária que prestava serviços de assistência à saúde no Governo do Estado.  De acordo com os relatos, Jader se dizia emissário de Murad Aziz e afirmava, para cobrar a empresária, que 'O Estado é nosso', referindo-se à influência que ambos detinham junto ao Governo do Estado. O contrato da empresária foi rompido de maneira abrupta, depois que ela se negou a continuar os pagamentos. 

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