Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
PRISÃO

Irmão de Omar Aziz, Murad Aziz se entrega na sede da Polícia Federal

Empresário era um dos alvos principais da operação Cashback, deflagrada na manhã desta quinta-feira, suspeito de lavagem de dinheiro e tráfico de influência



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11/10/2018 às 15:14

O empresário Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz, entregou-se à Polícia Federal no início da tarde desta quinta-feira. Ele era procurado desde a manhã de hoje e era um dos alvos principais da operação Cashback, deflagrada pela Polícia Federal. 

Murad era considerado foragido, pois não estava em casa no momento em que os agentes da PF foram à casa dele, no Parque das Laranjeiras, por volta das 6h da manhã. Por volta das 14h, ele apresentou-se espontaneamente na Superintendência do órgão, acompanhado de uma Advogada. Contra ele, havia um mandado de prisão temporária em aberto. 



Com a prisão de Murad Aziz, agora já são 11 mandados de prisão cumpridos. Outras cinco pessoas ainda estão sendo procuradas pela Polícia Federal. 

As investigações atribuem a Murad a prática de pelo menos dois crimes: lavagem de dinheiro e tráfico de influência. De acordo com o delegado federal Alexandre Teixeira, dentro da organização criminosa "existem pessoas que fazem os trâmites utilizando o poder político que detém. Alguns dos investigados vendiam influência e auferiam lucro que era retirado dessa atividade ilícita. A respeito deste investigado, encontramos indícios de que ele operava neste sentido, praticando tráfico de influência e lavagem de dinheiro", afirmou ele.

De acordo com informações que constam no inquérito 423, da Polícia Federal, Murad operava em conjunto com Jader Helker Pinto, que é suplente de vereador pelo PV. Em conversas que constam no inquérito, Jader e Murad cobram valores em dinheiro de uma empresária que prestava serviços de assistência à saúde no Governo do Estado.  De acordo com os relatos, Jader se dizia emissário de Murad Aziz e afirmava, para cobrar a empresária, que 'O Estado é nosso', referindo-se à influência que ambos detinham junto ao Governo do Estado. O contrato da empresária foi rompido de maneira abrupta, depois que ela se negou a continuar os pagamentos. 


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