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Manaus
BRIGA

Jovem que arrancou lábio de funcionária pública em briga alega legítima defesa

Segundo advogado, Samara Pinheiro, 19, afirmou estar abalada devido a repercussão do caso, ocorrido no final de semana. Ele diz ainda que a gêmea de Samara estaria sofrendo ataques após ser confundida com a irmã 22/02/2019 às 13:48 - Atualizado em 22/02/2019 às 13:55
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Foto: Reprodução
Oswaldo Neto Manaus (AM)

O advogado de defesa de Samara da Silva Pinheiro, de 19 anos, que confessou ter arrancado parte dos lábios de uma funcionária pública durante uma briga no último final de semana, em Manaus, disse que a jovem está abalada devido a repercussão do caso. Segundo Carlos Moreira, Samara agiu em legítima defesa. Ele diz ainda que a gêmea de Samara, Camilla da Silva, estaria sofrendo ataques nas redes sociais após ser confundida com a irmã.

Segundo o advogado, Samara está abalada e prestando todos os esclarecimentos sobre o caso. A alegação de legítima defesa, de acordo com o advogado, foi tomada com base nos depoimentos da própria jovem, da irmã dela, Camilla, e de outro homem identificado como “Fernando”. A briga que terminou com o lábio da funcionária pública arrancado aconteceu na última sexta-feira (15), começou no estacionamento de um bar e restaurante na avenida Efigênio Sales, na Zona Centro-Sul, e terminou em um posto de combustíveis na avenida André Araújo, Aleixo.

“Eu confio na versão contada pela minha cliente. Escutei três versões e todas elas procedem. Eles estavam no bar e depois saíram pacificamente. Foram ao posto de gasolina quando a suposta vítima chegou. Como uma pessoa que se diz vítima vai atrás da sua agressora? Outra coisa que vai ser essencial para essas investigações são as imagens das câmeras de segurança do posto de conveniência e do bar onde eles estavam”, disse o advogado.

O advogado disse ainda que teve acesso ao inquérito policial e não pretende entrar com acordo de indenização com a funcionária pública. “A lei diz que a legítima defesa equivale à força proporcional. E o que vimos foi isso. Minha cliente foi acuada por três pessoas e agiu para se defender”, declarou.

Moreira acrescentou ainda que deve tomar providências sobre o uso da imagem de Camilla da Silva, irmã de Samara, bem como sobre os ataques sofridos por ela nas redes sociais. “Já estamos fazendo um levantamento de blogs e sites que usaram a imagem dela (Camilla) erroneamente achando que ela seria a Samara. Também vamos analisar tudo o que foi publicado como expressões chulas, palavrões. Vamos tomar as medidas cabíveis e pedir indenização por danos morais”.

Entenda o caso

A briga que termicou com a funcionária pública sem a parte inferior dos lábios aconteceu em dois momentos. O primeiro no estacionamento de um bar/restaurante na avenida Efigênio Sales e depois em um posto de gasolina na av. André Araújo, conforme consta no Boletim de Ocorrência. A publicitária Ana Rosa Cardoso, de 35 anos, que também se envolveu na briga, contou à reportagem do Portal A Crítica a versão dela.

Segundo ela, ao sair do bar/restaurante juntamente com a funcionária pública e mais um amigo, em direção ao estacionamento, eles foram abordados por um homem, que se aproximou e questionou o trio sobre uma suposta fofoca que estavam fazendo sobre Samara. Depois, segundo ela, Samara saiu de um veículo e empurrou Ana Rosa. A publicitária teria revidado o empurração e levado um tapa de Samara. Depois a primeira briga encerrou.

Em seguida, Ana Rosa, a funcionária pública e o amigo foram ao posto de combustível na av. André Araújo, onde encontraram o grupo de Samara novamente. “A minha amiga viu essa moça de novo (Samara) e foi tirar satisfação com ela, perguntar o porquê da agressão e quando eu vi elas já estavam brigando. Essa moça (Samra) que nunca vi na vida pegou minha amiga pelos cabelos e a jogou no chão. Fui separar as duas e depois vi que havia muito sangue no rosto dela”, disse.

Versão à polícia

De acordo com a delegada Alyne Lima, titular do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Samara confirmou a versão apresentada pela vítima e a amiga. Segundo a delegada, a agressora contou que a vítima a xingou no estacionamento, o que motivou a discussão e posteriormente agressão. “A agressora contou que teve xingamentos, agressões verbais por parte da vítima e que houve a discussão no estacionamento, que posteriormente eles se encontraram no posto e, segundo a agressora, a vítima avançou nela e a agressão iniciou. A Samara confessa que mordeu, mas alegou que não sabia que havia sido tão grave”, explicou a delegada.

Atualmente, a funcionária pública com a boca arrancada segue em recuperação em um hospital de Manaus após passar por cirurgia de reconstrução labial. O cirurgião plástico e microcirugião Gustavo Cabrera, que fez o procedimento na jovem, afirmou que ela perdeu 80% do lábio inferior, sendo necessário um transplante de um músculo da coxa

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