De acordo com jurista, o Ministério Público do AM pode solicitar um novo laudo do filho da primeira-dama do município sendo feito por um médico regimentado pela Justiça
(Foto: Marcely Gomes/A Crítica)
Advogado criminalista consultado pelo A CRÍTICA, sob a condição de anonimato, afirmou que o laudo médico apresentado pela defesa de Alejandro Valeiko – que afirma que ele sofre de transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de entorpecentes e transtorno esquizofrênico e de personalidade dissocial – pode ser contestado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
Segundo o profissional, o MP-AM por ser uma escala superior no meio jurídico e pode conseguir o mandado de prisão e solicitar um novo laudo com um médico regimentado pela Justiça.
“Se o laudo já existia antes, de fato será uma prova robusta. Mas quem garante que ele não foi feito agora? Geralmente a Justiça desconfia deste tipo de prova, acha estranho e pede um novo laudo para constatar a veracidade, até por se tratar de algo muito subjetivo”, disse o advogado que ainda estranhou a demora para alegação de doença mental de Alejandro, que só foi apresentada dias após o ocorrido no dia 1° de outubro deste ano, após o engenheiro Flávio Rodrigues foi encontrado morto em um terreno do bairro Tarumã, Zona Oeste da cidade.
Questionada sobre a possibilidade do pedido de um novo laudo, a assessoria de comunicação do MP-AM apenas afirmou que o caso está sendo acompanhado pela promotora de Justiça Clarissa Brito, cumprindo todas as formas da Lei.
Ainda foi enviada uma nota, onde o MP-AM destaca que “tem se manifestado inclusive, dando parecer favorável à expedição de mandado de prisão em desfavor de Alejandro Molina Valeiko. Como o caso está em fase de inquérito policial, o MPAM vai se manifestar todas as vezes que se fizerem necessário, de acordo com a legislação vigente”.