Domingo, 26 de Maio de 2019
MULTIDÃO

Manifestantes destacam pesquisas científicas durante ato pró-Educação

Estudantes e pesquisadores aproveitaram o protesto contra o bloqueio orçamentário das universidades para apresentar pesquisas que trazem benefícios diretos à sociedade



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(Foto: Márcio Silva)
15/05/2019 às 16:42

Pesquisas que descobrem um meio de reutilizar a água com nutrientes em viveiros de tambaqui e outras que apontam falhas na infraestrutura do saneamento básico da cidade gerando um esgoto desenfreado. Estes foram apenas dois exemplos amazonenses do montante de produções nacionais prejudicadas com o bloqueio orçamentário das instituições de Ensino Superior e que foram apresentadas em ato público contra a decisão do Executivo Federal na tarde desta quarta-feira (15), no Centro Histórico de Manaus. A mobilização também acontece em diversas capitais do País.

O protesto tem um público estimado de 5 mil pessoas e é a continuação dos atos públicos em Manaus, em que uma primeira passeata ocorreu em frente a sede da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) nesta manhã. Batizado por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento como “Ciência na Rua”, o ato consiste na ideia de formar um corredor de apresentações de produções científicas no intuito de transparecer à população o que é feito dentro das universidades públicas.

O estudante do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Kallel Paiva, 19, é um dos responsáveis pelo projeto de reutilização de água. Segundo ele, serve, inclusive, como alternativa à falta de incentivos à ração para a piscicultura no Estado.

"É melhor comida orgânica na criação de peixes que rações. O projeto, baseado no conceito de aquaponia, usa os nutrientes de legumes em um filtro especizl e reaproveita até 90% da água", explicou. Com falta de verbas para divulgação, ele teme que o projeto não vingue.

Além disso, a direção do Ifam-Zona Leste confirmou que até o fim do ano, reduzirá a alimentação gratuita na unidade, que é a única na cidade  que oferece o benefício. "Pode até acabar, disseram. O auxílio estudantil também será diminuído", lamentou.

Já o estudante do sétimo período de Engenharia Química da Ufam, Gilcllys Silva, 21, disse que perdeu a sua bolsa de iniciação científica vinda da Capes, após o anúncio dos cortes. "Tive que mudar de linha de pesquisa. Metade da turma têm bolsas vindas do governo federal e foram prejudicados. É triste porque nós geramos mão de obra pro Estado e não enxergam isso", falou.

Em paralelo ao ato, palestras e debates envolvendo alunos, servidores e especialistas econômicos e em Direito também ocorreram ao longo do dia dentro das Instituições de Ensino Superior (IES), como análise conjunta dos efeitos do contingenciamento. 

Ao menos quatro sindicatos envolvidos com a categoria no Estado marcaram presença, sendo SindUEA, Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e Associação dos Docentes da Ufam (Adua).

A passeata iniciou na praça da Saudade, e segue pelas avenidas Epaminondas, Sete de Setembro, Eduardo Ribeiro e termina na praça do Congresso, em frente ao Insituto de Educação do Amazonas (IEA).

Repórter de A Crítica

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