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Manaus
FALHA

Polícia Militar denuncia Samu por omissão de atendimentos em Manaus

Casos ocorreram nesta semana e em um deles vítima morreu. Semsa diz que vai apurar denúncias 14/09/2018 às 02:27
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Foto: Reprodução/Internet
acritica.com Manaus (AM)

Um integrante da Polícia Militar formalizou denúncia contra o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estaria se negando a atender chamadas feitas por policiais presentes nos locais das ocorrências. No registro da denúncia ao qual A Crítica teve acesso, o capitão Jeandro, que é o coordenador de operações do Centro de Comunicações Operacionais Policiais Militares (Cecopom), cita dois casos em que o Samu não teria ido ao local: a morte de uma mulher que foi empurrada e bateu a cabeça em um ônibus e um acidente doméstico, ambos ocorridos na última terça-feira (11).

Na denúncia, o capitão Jeandro afirma que o órgão passou a ter problemas nas solicitações de atendimento ao Samu após a base de rádio do Serviço ser retirada da Sala de Situação do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado no bairro Petrópolis, Zona Sul.

“Informado pelos componentes da sala de situação, que foi repassado aos mesmos pela coordenação do CICC, que estes não deveriam mais entrar em contato via telefone para solicitar o Samu, haja vista a retirada do aparelho de rádio do local, devendo, toda e qualquer solicitação, ser realizada, portanto, por quem está no local da emergência”, diz o capitão no documento.

Sem socorro

Mesmo com a nova recomendação, segundo registrado pelo coordenador do Cecopom, nem mesmo populares que estavam nos locais das duas ocorrências conseguiram acionar o Samu. Policiais militares também tentaram solicitar o Serviço, mas não obtiveram sucesso.

“Ocorre que no dia de hoje (terça-feira), duas ocorrências deixaram de ser atendidas pelo Samu, mesmo após diversas ligações de populares, de policiais militares e até mesmo deslocamento de viaturas até as bases do Samu para que fosse agilizado o atendimento médico a pessoas que necessitavam de apoio deste serviço público”, afirma.

Na morte de Andreia Sousa Nascimento, 35, que foi jogada de um ônibus, o marido da vítima decidiu levar a esposa ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste, após esperar por cerca de uma hora e não receber atendimento do Samu, segundo relata o capitão Jeandro no documento. O óbito de Andreia foi constatado após a chegada no hospital.

Já no acidente doméstico, o ex-marido da vítima que não teve o nome citado, foi orientado pela Polícia Militar a registrar um Boletim de Ocorrência por omissão no atendimento de socorro.

“Em virtude da demora no atendimento do Samu no local, a guarnição da viatura 6271/19° a comando do SGT PM L Alves, tentou agilizar o atendimento fazendo o pedido diretamente na base do Samu na Ponta Negra. Ao lado da Ciclopatrulha foi feito o contato com o Sr. Wilson agente administrativo, porém o médico regulador que não quis identificar-se informou que não estava autorizado o deslocamento da equipe para o atendimento. Diante da situação, a guarnição da viatura 6272/19° informou ao coordenador de operações que orientou a equipe a retirar-se do local”, descreve o capitão Jeandro na Ocorrência Administrativa.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que é responsável pelo Samu, informou por meio da assessoria de imprensa que vai apurar os casos relatados.

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