Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
NA CMM

Representante de Artur justifica presença de segurança na casa de Alejandro

O secretário municipal extraordinário de Articulação Política, Luiz Alberto Carijó, representando o prefeito Artur Neto, justificou a atuação de Elizeu da Paz de Souza afirmando que ele é segurança intermitente da família do prefeito



CARIJ__8521A445-ED98-4E4E-B698-1222E31CE2BE.jpeg Foto: Junio Matos/Freelancer
09/10/2019 às 12:02

O secretário municipal extraordinário de Articulação Política, Luiz Alberto Carijó disse durante reunião na Câmara Municipal de Manaus na manhã desta quarta-feira (9) que o sargento da Polícia Militar (PM) Elizeu da Paz de Souza, 37 anos, preso temporariamente por suspeita de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues no último dia 30 de setembro, tinha permissão para fazer a segurança da família do prefeito Artur Neto, mesmo estando em dia de folga.

"A segurança é intermitente. Funciona no momento que for necessário. Por ronda por turno. Faz parte do trabalho da polícia. É assim que fucniona", respondeu o secretário, ao ser questionado pelo vereador Elias Emanuel (PSDB) se era usual o ocorrido.



Carijó e o procurador-geral do Município Rafael Albuquerque foram à Câmara Municipal de Manaus para prestar esclarecimentos sobre o envolvimento do servidor público Elizeu da Paz na morte do engenheiro Flávio Santos. No dia do assassinato, da Paz utilizava uma viatura da prefeitura.

Procurador Geral do município, Rafael Albuquerque
                                                 Rafael Albuquerque. Foto: Junio Matos/Freelancer 

 

"Em relação aos fatos que supostamente envolvem a instituição Prefeitura, é preciso evidenciar primeiro que há um decreto municipal que legitima uma a segurança pessoal, um acompanhamento de segurança para a pessoa do prefeito, do vice-prefeito e para suas respectivas famílias. Isso é uma questão de segurança institucional que acontece no município de Manaus também em outras esferas de poder do estado brasileiro. Não estamos aqui a dizer que isso por si só explica o que aconteceu. É um momento de prudência e cautela", disse o procurador.

Os vereadores puderam se manifestar, fazendo perguntas a respeito do caso. O vereador Chico Preto (PMN), que faz parte da oposição, entregou um documento aos representantes da prefeitura, contendo 15 perguntas sobre o caso. Ele questionou ainda por qual motivo a Casa Militar foi chamada antes da polícia para a casa de Alejandro Molina na noite do dia 29 de setembro, e de quem partiu tal ordem.

Sobre as perguntas do vereador, Carijó disse que o questionamento tem um predisposto não verdadeiro. "A segurança funciona da forma que falei. Intermitente. Tenho certeza que nenhuma ordem partiu do prefeito. O Nascimento faz a segurança do prefeito. É o acompanhante mor do prefeito e se dispôs a ir. Mesmo que ele esteja no gabinete prestando essa segurança, ele é o homem da estrita ligação entre pessoa e instituição", justificou.

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Repórter
Cientista Social, Escritora e Jornalista. Repórter de A Crítica, apaixonada pela arte de contar histórias.

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