Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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SEGURANÇA

Presos do Compaj não terão visitas no fim de ano e segurança será reforçada, diz Seap

Secretário Executivo Adjunto da Seap afirma que presídios passam a contar com policiamento terrestre mais intenso, fluvial e monitoramento aéreo em decorrência da “Operação Cerberus”


14/12/2018 às 02:28

Como forma de prevenir rebeliões e evitar tumultos nos presídios durante o período festivo de fim de ano, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) retomou a “Operação Cerberus”. Quase dois anos após a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) que deixou 56 detentos mortos na virada do ano de 2016 para 2017, a secretaria mantém ainda o esquema de reforço na segurança por conta do “aniversário” do massacre.

Além da data que marca os dois anos do segundo maior massacre do Brasil, ficando atrás apenas do nacionalmente conhecido Massacre do Carandiru, quando 111 detentos foram mortos, a Seap tem uma situação atípica: neste ano, os presos do Compaj estão trancados e sem receber visitas dentro das celas por um mês, devido ao assassinato de um agente de socialização dentro da unidade. Segundo a SEAP, é a decisão é uma questão de segurança. Todos os outros presídios seguem com a programação de visitas familiares normal para o fim de ano. 

A operação está sendo realizada em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), além da Polícia Militar (PM-AM), da Polícia Civil (PC-AM). Secretário Executivo Adjunto da Seap, Major Lima Júnior, explicou que a operação foi retomada por ter sido bem sucedida em 2017. “Nós já estamos com a Operação Cerberus ativa novamente. O objetivo é o de reforçar a segurança e reprimir qualquer tipo de tumulto ou rebelião”, explicou.

À reportagem, a Seap não informou o quantitativo de policiais envolvidos na operação que teve foi retomada no início de dezembro. “Nós temos mais força policial nas muralhas, no ramal e no Puraquequara, que são nossos pontos de atuação constante”, ressaltou Lima Júnior.

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Medida continua

A decisão de manter os presos trancados nas celas do Compaj após a morte do agente de socialização da Umanizzare, empresa cogestora de parte das unidades prisionais do Estado, no último dia 1° deste mês, segue sem mudanças previstas.

De acordo com Lima Júnior, a decisão será mantida. “Não vamos mudar isso até o momento”, reafirmou.  Ainda segundo o major, a medida não compromete a segurança dos presídios da capital.  

Operação

A “Operação Cerberus” foi criada no ano de 2017 e têm se repetido em conjunto com a SSP-AM. Em dezembro, com a operação, conforme Lima Júnior, os presídios passam a contar com policiamento terrestre mais intenso, fluvial e monitoramento aéreo, com sobrevoos diários de helicópteros. As imagens dos sobrevoos são compartilhadas com a central do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

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