Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
Julgamento

Sotero renega acusação de homicídio e diz que apenas reagiu a golpe

"Foi algo muito rápido, tudo durou dois, três segundos para salvar a minha vida”, disse o delegado em julgamento. Sotero matou a tiros o advogado Wilson Justo e deixou três pessoas feridas



sotero_sotero_EEF35148-0BAA-4CA8-8A74-D74E45228703.JPG Foto: Junio Matos
29/11/2019 às 09:44

O terceiro dia de julgamento do delegado de Polícia Civil, Gustavo Sotero, 43 anos, começou nesta sexta-feira (29) no Tribunal do Júri, por volta das 8h50, na Zona Centro-Sul de Manaus. Questionado pelo juiz Celso de Paula, responsável por presidir a sessão, se considera verdadeira a acusação de homicídio contra o advogado Wilson Justo Filho, ocorrido no dia 25 de novembro de 2017, o réu renega a acusação.

“Não, eu não considero verdadeira essa acusação. Eu apenas reagi a um golpe naquela noite fatídica”, respondeu o delegado ao magistrado.



“O senhor sabia o porquê estava pegando o soco?”, questionou Celso de Paula. “Não, não sei a razão. Eu só lembro de pegar o soco e ver pessoas vindo na minha direção. Foi algo muito rápido, tudo durou dois, três segundos para salvar a minha vida”, argumentou Sotero.

Em continuação ao depoimento ao juiz, o réu negou conhecer a dentista Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, esposa da vítima fatal, antes do fato. “Nunca a vi na minha vida. Nem sabia quem era”, disse o réu.

Ainda sobre a noite do crime, Sotero relatou ao juiz Celso de Paula que Wilson Justo não falou nada ao ficar de frente com ele para tomar satisfações. “Ele ficou apenas me encarando e não disse nada. Eu baixei a cabeça e, em um gesto de cordialidade, ofereci a minha bebida a ele. Foi então que ele (Wilson) me deu um soco”, argumentou o réu.

Segundo o réu, ele já frequentava a casa noturna, situada na Zona Oeste de Manaus, onde o crime ocorreu, há aproximadamente três anos. Sotero disse, ainda, que conhece os seguranças do estabelecimento. O juiz questionou a razão pela qual o delegado não chamou os seguranças do lugar.

“Eu não vi nenhum segurança perto de mim. Foi tudo muito rápido. Eu atirei para sobreviver. Ele veio para cima de mim. Depois que tudo aconteceu, achei o Diego, chefe da segurança, e disse a ele: ‘Eu preciso ir para a delegacia agora’, fiquei com receio de ser hostilizado”, declarou.

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